Metais Pesados, riscos a saúde.

metais pesados

Presentes naturalmente no meio ambiente, quando em contato com o nosso organismo, os metais pesados representam um enorme risco à saúde, pois, se acumulam no corpo e são difíceis de serem eliminados. De forma involuntária, convivemos com eles diariamente: através do ar (poluição, fumaça, inseticidas, etc), água (durante o tratamento da água, são utilizados metais pesados), cosméticos e alimentos contaminados.

Além de sintomas já conhecidos como perda de peso, irritação do trato respiratório, danos ao fígado, rins,  e redução da atividade do sistema de defesa, resultante do acumulo de metais pesados no organismo, foi descoberto que eles podem afetar também a fertilidade e aumentar o risco de diabetes tipo 2.

Se você pensa que encontrar metais pesados no organismo é difícil, veja essa pesquisa realizada na Califórnia, na Escola de Saúde Pública de Berkeley, em que foram testados 32 tipos variados dos batons e gloss mais populares nas farmácias e lojas de cosméticos dos Estados Unidos. O resultado não foi nada empolgante para quem utiliza esses produtos, encontraram chumbo, cromo, alumínio e outros cinco metais, que podem aumentar os riscos à saúde.

Veja alguns dos metais encontrados nessa pesquisa ou presentes na rotina de alguma forma: 

METAIS PESADOS NO ORGANISMO:

  1. Arsênico

Muito utilizado como promotor de crescimento animal e encontrado em excesso em peixes, crustáceos e água, o arsênico está relacionado a doenças no trato gastrointestinal, como dores musculares, diarreia e constipação. Ainda pode causar cefaleia, anorexia, pressão baixa e manchas escuras na pele.

  1. Alumínio

O alumínio pode ser encontrado em utensílios de cozinha, fermento em pó, emulsificantes e agentes que promovem leveza a massas; recipientes de alumínio para alimentos, como marmitex e latas de refrigerantes. Seu excesso vem sendo associado à alteração de comportamento, dislexia, fadiga, ansiedade, irritação gastrointestinal e absorção inadequada de nutrientes, como cálcio e magnésio.

  1. Chumbo

Considerado o metal pesado mais disseminado no meio ambiente, o chumbo pode ser encontrado em fontes como fertilizantes, tintas contendo chumbo, vidros e ossos de animais. A toxicidade desse metal pode levar à deficiência do funcionamento do sistema nervoso central, sendo relacionado com diminuição do rendimento escolar, alterações de comportamento e hiperatividade.

  1. Cádmio

Entre as fontes de cádmio, encontram-se tubulações residenciais, tabaco, frutos do mar, poluição industrial, soldas, pigmentos e baterias. Está associado, com frequência, à lesão renal, anemia, deficiência de ferro, cobre e zinco, rinite, hipertensão e dores osteoarticulares.   

  1. Mercúrio

O mercúrio pode ser encontrado em termômetros, fungicidas, alimentos, madeira, peixes, algas marinhas contaminadas e rios poluídos. A intoxicação por este metal pode causar danos ao fígado, aos rins, à memória, provocar insônia, instabilidade emocional, gosto metálico na boca e reações alérgicas.

Efeitos da suplementação com L-arginina na performance e rendimento esportivo

esportes

Atletas competitivos e recreativos inevitavelmente adotam sessões de treinamento extremamente intenso com a finalidade de melhorar tanto a capacidade de trabalho quanto o rendimento. Isto inevitavelmente os torna vulneráveis às consequências adversas provocadas pelo treino de alta intensidade, tais como altas taxas de catabolismo de proteínas, perfil pró-inflamatório, danos musculares, stress oxidativo crônico, fadiga e comprometimento imunológico. Além disso, tanto atletas competitivos quanto recreativos são particularmente vulneráveis ao marketing relacionado a suplementos nutricionais, alimentos esportivos e agentes ergogênicos, já que se sentem pressionados a manterem uma vantagem competitiva.

Desde a década de 60 atletas competitivos têm utilizado a suplementação com L-arginina por três razões básicas: a) sua influência na secreção endógena de hormônio de crescimento humano (HGH); b) seu envolvimento na síntese [também endógena] de creatina; c) seu papel na produção de óxido nítrico. No entanto, a pesquisa atual veio elucidar várias outras ações da L-arginina dentro do esporte recreativo e competitivo.

Recentemente, o óxido nítrico (NO) emergiu como um promissor agente ergogênico, o que acarretou em uma revolução no conhecimento fisiológico e farmacológico. Embora ele seja inerentemente instável e exerça rapidamente seus benefícios devido à sua afinidade com várias heme-proteínas, ele não possui papel ativo como suplemento nutricional, fazendo com que seja necessária a ingestão de outras substâncias que influenciam a produção endógena de NO. Apesar de ser uma das várias substâncias vasodilatadoras produzidas pelo endotélio, a ciência elucidou a dramática importância das ações mitocondriais relacionadas ao NO, incluindo respiração mitocondrial e seu papel vital no controle vascular e metabólico.

O óxido nítrico (NO) é um gás solúvel em gordura e uma molécula de meia-vida curta presente em diversos fluidos biológicos, vindo a ser uma das mais abundantes moléculas de sinalização, participando em virtualmente todas as funções celulares e orgânicas no corpo humano. Além disso, o corpo tem a capacidade de sintetizá-lo em vários locais onde ele influencia a neuroproteção, plasticidade sináptica, regulagem do fluxo sanguíneo, contratibilidade muscular, homeostase de cálcio e glucose, além de respiração e biogênese mitocondrial (através de vias metabólicas cGMP, angiogênese e trombose, as quais são determinantes no impacto da fadiga e performance muscular, o que se constitui em uma das diversas explicações sobre a melhoria na eficiência muscular lisa e contrátil). Ele é rapidamente oxidado tanto pela oxihemoglobina quanto pela ceruloplasmina e se constitui num potente vasodilatador endógeno responsável pelo aumento da perfusão sanguínea, contribuindo para a ocorrência de mudanças no fluxo sanguíneo durante exercício dinâmico e recuperação pós-treino.

Também relacionado ao treinamento físico de alta intensidade é o fato de que o NO é um inibidor de alta afinidade para a atividade de várias enzimas (por exemplo, citocromo oxidase), já que ele reduz o deslizamento das bombas de protons mitocondriais, elevando assim a eficiência da fosforilação oxidativa e modulando a função contrátil dos músculos. A síntese de NO ocorre em pelo menos duas vias metabólicas: a via dependente da enzima NO sintase (NOS) e a via independente. Na primeira via, o NO é gerado através da oxidação da L-arginina (na qual a L-arginina é o principal precursor).

A partir do final da década de 90, devido à grande quantidade de evidências acumuladas pela pesquisa científica, sedimentou-se o conceito da relação entre NO e a expressão da enzima AMPK (proteína kinase AMP-ativada) nas células, que cooperativamente promovem a oxidação de ácidos graxos e glucose (eventos ansiosamente aguardados por treinadores e atletas). Confirmou-se que a AMPK regula a produção de NO, enquanto que este último pode modular a atividade da AMPK através de mudanças na expressão genética.

A partir daquele época, a influência e as ações do óxido nítrico no esporte recreativo e competitivo já estavam firmemente elucidadas:

– a resposta vascular inicial ao exercício físico é recrutamento capilar, seguida por mudanças importantes no fluxo sanguíneo muscular total e o NO está definitivamente envolvido em ambos. Desta forma, a ativação de células satélites (aspecto essencial para crescimento de tecido muscular) é iniciada através do aumento na produção de NO na musculatura contrátil;

– os níveis de NO se elevam em resposta a sessões agudas de treino físico e também são elevadas como uma adaptação ao treino rotineiro. Assim, atletas com maiores níveis de aptidão física apresentam maiores níveis de NO circulante em repouso do que pessoas sedentárias;

– o NO também está envolvido na regulagem da força contrátil tanto diretamente (ao afetar os canais de cálcio do retículo sarcoplasmático) quanto indiretamente (ao modular a fosforilação mitocondrial).

Desde a década de 80, principalmente devido a estudos relacionados ao seu papel em doenças cardiovasculares, a suplementação com L-arginina já está definitivamente ligada à maior produção endógena de NO (ela é precursora na síntese de NO) e isso ocorre em vários locais do corpo, principalmente no endotélio. Porém, sua influência passou a ser confirmada em diversas outras áreas relativas ao esporte recreativo e competitivo.

No ano de 2009, cientistas da Texas A & M University comprovaram que a suplementação com L-arginina diminui o ganho de gordura corporal branca e favorece o aumento de gordura marrom, além de elevar o ganho de massa muscular, ao desviar a compartimentalização de nutrientes da dieta, promovendo o ganho de massa muscular sobre o ganho de gordura branca e melhorando significativamene o perfil metabólico.

Em 2017, pesquisadores brasileiros tiveram pesquisa publicada no Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports confirmando que a suplementação com L-arginina modula os níveis de inflamação e os genes que expressam musculatura contrátil, ao atenuar a resolução de fatores musculares inflamatórios induzidos pelo treinamento de resistência e elevar a expressão da proteína MyoD durante a fase inicial do reparo muscular. A proteína MyoD pertence à família dos fatores de regulagem miogênica (MRFs) e exerce papel vital na modulação da diferenciação muscular. Estes fatores de transcrição conhecidos como bHLH (basic helix loop helix) atuam sequencialmente na diferenciação miogênica e a proteína MyoD é um dos primeiros marcadores de comprometimento miogênico, tendo expressão nula ou indetetável nas células satélites quiescentes.

Cinco anos antes (2012) outro grupo de pesquisadores brasileiros trabalhando com atletas de jiu- jitsu induziu hiperamonemia transitória juntamente com dieta de baixo carbo e treinamento de alta intensidade, a fim de avaliar mudanças no metabolismo nitrogenado. Mesmo uma elevação de um fator de seis nos níveis de amônia não acarretou em danos musculares ou mudanças de estase da glicemia. Eles demonstraram pela primeira vez que a suplementação com L-arginina diminui tanto amonemia quanto a resposta dos linfócitos durante exercício intenso.

A suplementação com L-arginina eleva a capacidade ao exercício físico e retarda o surgimento da fadiga, em inúmeros estudos projetados para investigar os mecanismos benéficos potenciais da sua  suplementação ao examinar seu efeito sobre as vias metabólicas de stress oxidativo e nitrosativo durante treinamento físico. Confirmou-se que a suplementação com L-arginina reduz significativamente o desbalanceamento entre stress oxidativo e defesas antioxidantes que ocorre devido ao treinamento intenso, sendo que esta modulação é mediada através das vias L-arg/NO.

A administração de L-arginina também é capaz de reduzir a concentração de lactato pós exercício e elevar os níveis de IL-6 em atletas HIV-1 positivos. Baixas concentrações de L-arginina favorecem a ação de citocinas inflamatórias nessa população, confirmando que a ativação da via metabólica L-arg/NO acarreta em efeitos anti-inflamatórios pós-treino.

Em 2014, mais um grupo de pesquisadores brasileiros confirmou que a suplementação com L-arginina previne a elevação na permeabilidade intestinal e a translocação bacteriana durante exercício físico de alta intensidade em condições de hipertermia (treino físico num ambiente de alta temperatura). Dependendo dos níveis de stress térmico ambiental e da intensidade do exercício, a vasoconstrição esplâncnica resulta em isquemia local com elevação do stress oxidativo e nitrosativo, provocando graves danos à barreira intestinal. A translocação bacteriana está associada a inúmeras condições graves, incluindo cirurgia, choque, isquemia e obstrução intestinal e, sob tais condições fica comprometido o balanceamento da função imunológica, tornando a pessoa suscetível à passagem de bactérias para a circulação sistêmica.

Em 2015, num estudo publicado no periódico Clinical and Experimental Pharmacology and Physiology, pesquisadores confirmaram que níveis cerebrais elevados de L-arginina facilitam a perda térmica cutânea induzida pela corrida, ao modular o tônus vasoconstritor simpático para os vasos sanguíneos localizados na pele.

Naquele mesmo ano, pesquisadores chineses da National Taiwan University of Sport comprovaram pela primeira vez (inúmeros outros estudos posteriores confirmaram as conclusões em outras modalidades esportivas) que a suplementação simultânea com L-arginina e aminoácidos BCAA melhora significativamente a performance em atletas de handebol de ambos os sexos. Já se sabia que os benefícios potenciais da suplementação de BCAA sobre a fadiga eram diminuídos devido à elevação simultânea dos níveis sanguíneos de amônia, acarretando em alterações no metabolismo energético cerebral, neurotransmissão e vias de sinalização dentro dos neurônios. Também já era sabido que a L-arginina é capaz de reduzir o acúmulo de NH3 ao otimizar o ciclo da ureia e a vasodilatação. Este estudo foi o primeiro a confirmar que a suplementação conjunta de L-arginina com BCAA alivia dramaticamente a fadiga central em atletas de handebol de ambos os sexos ao diminuir a relação triptofano/BCAA, evitando simultaneamente o estado de hiperamonemia.

Em 2010, cientistas confirmaram que a suplementação de L-arginina com antioxidantes é capaz de elevar em 17% o limiar anaeróbico em ciclistas entre 50 e 73 anos de idade, já na primeira semana de suplementação. Este aumento observado no limiar anaeróbico foi adicionalmente validado pela elevação em 22 watts na produção de potência ao se atingir o limiar. Tais mudanças fisiológicas são inegavelmente associadas a uma maior duração do exercício e uma taxa de trabalho mais elevada devido à suplementação. Tais dados são também extraordinários devido ao fato de que todos os voluntários do grupo suplementado demonstraram grandes elevações no limiar anaeróbico, enquanto que em nenhum dos voluntários do grupo com placebo foi demonstrada a ocorrência de tais benefícios.

Referências bibliográficas

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Texto do Dr. Ítalo Salzano

Posicionamento da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva quanto à segurança e eficácia da suplementação da creatina

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Com o objetivo de solidificar o conhecimento atual sobre o papel e a segurança da suplementação de creatina para o exercício, esporte e medicina, e, assim, também atualizar a posição da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) quanto à sua suplementação, uma pesquisa de revisão da literatura científica e médica da área foi realizada, abrangendo mais de 200 estudos publicados.

A creatina é uma das ajudas ergogênicas nutricionais mais populares para os atletas, com muitos estudos demonstrando consistentemente que a sua suplementação aumenta as concentrações de creatina intramuscular, pode melhorar o desempenho do exercício e/ou melhorar as adaptações de treinamento. Os dados indicam que a suplementação de creatina pode melhorar a recuperação pós-exercício, prevenção de lesões, termorregulação, reabilitação e neuroproteção da medula espinhal e/ou concussão. Uma série de aplicações clínicas também foram estudadas envolvendo as doenças neurodegenerativas (por exemplo, distrofia muscular, Parkinson, doença de Huntington), diabetes, osteoartrite, fibromialgia, envelhecimento, isquemia cerebral e cardíaca, depressão em adolescentes, e até mesmo para a gestação.

A revisão publicada em Journal of the International Society of Sports Nutrition conclui que desde adolescentes até adultos mais velhos se beneficiam da suplementação de creatina monohidratada sem efeitos colaterais significantes.

Posicionamento da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN)

Depois de revisar a literatura científica e médica nesta área, a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva conclui como sua posição oficial o seguinte em termos da suplementação de creatina:

  1. A creatina monohidratada é o suplemento nutricional ergogênico mais eficaz atualmente disponível para os atletas com a intenção de aumentar a capacidade de exercício de alta intensidade e massa corporal magra durante o treinamento.
  1. A suplementação de creatina monohidratada não é apenas segura, mas tem sido relatada como fornecedora de uma série de benefícios terapêuticos em populações saudáveis e doentes que variam entre bebês e idosos. Não há provas científicas convincentes de que o seu uso em curto ou em longo prazo (até 30g/dia por 5 anos) tenha efeitos prejudiciais sobre indivíduos saudáveis ou entre populações clínicas que possam se beneficiar de suplementos de creatina.
  1. Se forem fornecidas adequadas precauções e supervisão, a suplementação de creatina monohidratada em crianças e atletas adolescentes é aceitável e pode fornecer uma alternativa nutricional com um perfil de segurança favorável para drogas androgênicas anabolizantes potencialmente perigosas. No entanto, recomendamos que a suplementação de creatina seja considerada apenas para uso por atletas mais jovens que: A) Estão envolvidos em treinamento supervisionado sério/competitivo; B) Estão consumindo uma dieta bem equilibrada, otimizadora do desempenho; C) Conhecem bem o uso apropriado da creatina; e, D) Não excedam as dosagens recomendadas.
  1. Os avisos nos rótulos de produtos de creatina que advertem contra o uso para menores de 18 anos, embora talvez sejam destinados a isolar seus fabricantes de responsabilidade legal, são provavelmente desnecessários, dada a ciência que apoia a segurança da creatina, inclusive em crianças e adolescentes.
  1. Atualmente, a creatina monohidratada é a forma mais criticamente estudada e eficaz de creatina para uso em suplementos nutricionais em termos de absorção muscular e aumento da capacidade de exercício de alta intensidade.
  1. A adição de carboidratos ou carboidratos e proteínas a um suplemento de creatina parece aumentar a absorção muscular da creatina, embora o efeito nas medidas de desempenho não seja maior que o uso da creatina monohidratada por si só.
  1. O método mais rápido para aumentar as reservas de creatina muscular pode ser de 0,3 g/kg/dia de creatina monohidratada durante 5 a 7 dias seguidos depois de 3-5 g/dia para manter as reservas elevadas. Inicialmente, a ingestão de pequenas quantidades de creatina monohidratada (por exemplo, 3-5 g/dia) aumentará as reservas de creatina muscular ao longo de um período de 3 a 4 semanas, no entanto, os efeitos de desempenho iniciais deste método de suplementação são menos suportados por estudos.
  1. Populações clínicas têm sido suplementadas com níveis elevados de creatina monohidratada (0,3-0,8 g/kg/dia, o equivalente a 21-56 g/dia para um indivíduo de 70 kg) durante anos sem eventos adversos clinicamente significativos ou graves.
  1. Pesquisas adicionais são necessárias para examinar os potenciais benefícios médicos da creatina monohidratada e precursores como o ácido guanidinoacético no esporte, saúde e remédios.

Referência: Kreider RB, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 2017. Doi:10.1186/s12970-017-0173-z

Será que a testosterona pode ser a chave para a perda de peso? Suplemento hormonal “ajuda os homens a perder gordura, mas manter o músculo”

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Ao perder peso com dieta, muitas vezes perde-se gordura e músculo. No entanto, especialistas revelaram que o tratamento com testosterona permite aos homens com excesso de peso, ao fazer uma dieta, perder gordura, mas manter os músculos.

Quarenta por cento dos homens obesos têm baixos níveis de testosterona, de acordo com cientistas da Universidade de Melbourne. O principal autor do estudo, Dr. Mathis Grossmann, relatou: “Há uma epidemia de obesidade e hipogonadismo funcional relacionado, mas o tratamento com testosterona ainda permanece controverso. “Este estudo demonstra pela primeira vez que, entre os homens obesos com níveis de testosterona reduzidos, a terapia de reposição aumentou a perda, induzida por dieta, de massa gorda total e visceral, e impediu a perda de massa magra.”

A equipe de cientistas realizou um ensaio clínico com 100 homens obesos ‘razoavelmente saudáveis’. Cada um dos participantes estava entre as idades de 20 e 70 anos, e tinha nível baixo de testosterona. Além disso, 20% deles tinham diabetes, enquanto 10% tinham doença cardíaca. Os participantes foram colocados sobre uma estrita dieta de 600 calorias por dia, durante as primeiras 10 semanas do estudo. Eles foram incentivados a se abster de álcool – além de realizar pelo menos 30 minutos diários de exercício moderado.

Entre a semana 11 e 56 do estudo, todos os participantes seguiram uma dieta de manutenção de peso, com base na Australia Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation Total Wellbeing Diet. Mas do grupo total, 49 deles também receberam injeções de testosterona intramuscular a cada 10 semanas. Os restantes 51 homens receberam placebo.

No final das 56 semanas, os dois grupos perderam quase 11kg. No entanto, os homens sob o tratamento com testosterona perderam “quase exclusivamente” gordura, enquanto os que receberam placebo perderam músculo e gordura. Os participantes obesos, sob tratamento com testosterona, perderam 3kg mais do que o grupo placebo, e mantiveram sua massa muscular, enquanto que o grupo placebo perdeu 3,5kg de massa muscular.

O estudo foi apresentado na reunião anual da Sociedade de Endocrinologia. Os resultados vieram logo depois que uma equipe de cientistas da Intermountain Medical Center Heart Institute, em Salt Lake City, descobriu que a suplementação com testosterona em homens mais velhos pode reduzir drasticamente o risco de ataques cardíacos e derrames.

Os cientistas estudaram 755 pacientes cardíacos, que receberam o hormônio masculino injetado ou em forma de gel. Aqueles que receberam a terapia de testosterona apresentaram 80% menos probabilidade de sofrer um evento cardiovascular, como um ataque cardíaco ou derrame, em comparação com aqueles que não receberam a terapia.

Fonte:http://www.dailymail.co.uk/health/article-3523352/Is-testosterone-key-weight-loss-Hormone-supplement-helps-men-shed-fat-retain-muscle.html

Pular café da manhã não leva a comer mais depois, afirma estudo

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O papel do café da manhã nas dietas de gerenciamento de peso sempre foi questionado e a pesquisa sobre o tema segue em andamento. Um estudo recente sobre ingestão de energia e atividade física mostrou que as adolescentes que pularam o café da manhã consumiram 350 calorias a menos por dia.

Pesquisadores da Universidade de Loughborough analisaram os hábitos alimentares e físicos de 40 adolescentes entre 11 e 15 anos em três dias, avaliando como a omissão do café da manhã afetou sua ingestão diária de energia. Sua primeira descoberta foi que as meninas comiam, em média, 115 calorias (kcal) a mais quando pulavam o café da manhã em comparação com os dias em que ingeriam a refeição matinal padrão fornecida pelos pesquisadores.

Entretanto, ao calcular o valor calórico do café da manhã nos dias que ele era fornecido, com cerca de 470 kcal por refeição, uma surpresa: a ingestão líquida de calorias consumidas durante todo o dia foi de menos 353 kcal nas datas em as jovens pulavam a primeira refeição do dia.

Segundo o Dr. Keith Tolfrey, coautor do trabalho “Effect of breakfast omission and consumption on energy intake and physical activity in adolescent girls” (em tradução livre, “O efeito da omissão do café da manhã, o consumo energético e atividade física em adolescentes”), as pessoas que têm o hábito de consumir o café da manhã têm menos probabilidades de sobrepeso ou obesidade, mas a sua pesquisa mostrou que o café da manhã aumentou a ingestão total de energia nas meninas no curto prazo.

Café da manhã: refeição mais importante do dia?

O estudo mostrou que a ligação entre o café da manhã e a manutenção do peso ainda requer trabalho adicional. De acordo com Tolfrey, há uma crença comum de que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. No entanto, cerca de um terço das crianças e adolescentes em muitos países não consome a refeição regularmente.

“Há muitos relatórios que mostram que a omissão do café da manhã está associada à obesidade, o que pode ter levado a premissas prematuras de que aquela refeição pode ser usada como uma intervenção para controle de peso. Mas não sabemos por que o café da manhã está associado a uma menor probabilidade de sobrepeso ou obesidade, ou se ele pode ser usado efetivamente como uma estratégia de controle de peso”, detalha o médico.

O café da manhã na pesquisa e na mesa dos adolescentes

De acordo com a autora principal da pesquisa – uma parceria firmada entre Loughborough e a Universidade de Bedfordshire, publicada no British Journal of Nutrition – Julia Zakrzewski-Fruer, da Universidade de Bedfordshire, suas descobertas apoiam um pequeno número de estudos experimentais que analisaram um dia de omissão do café da manhã. Tais análises descobriram que ao pular a refeição foi encontrada uma associação ao menor consumo de energia.

Com os resultados da pesquisa encabeçada por Julia Zakrzewski-Fruer, questiona-se por que os jovens que ingerem café da manhã regularmente têm menos probabilidades de sobrepeso ou obesidade. Isso significa que a busca por respostas desencadeou novas pesquisas sobre a importância do café da manhã na manutenção e perda de peso, incentivando o intercâmbio científico entre pesquisadores e médicos.

“Vale a pena notar que, devido à base de evidências limitadas, não podemos dizer definitivamente como o café da manhã está ligado ao status de peso e à saúde, então pesquisas futuras ajudarão a determinar se o consumo diário de café da manhã pode ser usado como uma intervenção para reduzir o risco futuro de doença em jovens”, finaliza a Dra. Zakrzewski-Fruer.

Fonte: https://medicalxpress.com/news/2017-10-breakfast-overeating-day.html

AÇAÍ – Antioxidante com propriedades prebióticas

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Além do aumento das temperaturas, a chegada do verão também impulsiona o crescimento das vendas do famoso açaí na tigela, smoothie da fruta amazônica com outras frutas ou combinações diversas. Selecionando os ingredientes que o compõem, é possível obter do açaí certos benefícios protetores que justificam seu rótulo de “superalimento”.

Dois novos estudos publicados apontam alguns dos benefícios já pesquisados do açaí, mas abrangendo agora um pouco mais o entendimento do potencial efeito prebiótico do fruto, bem como de seus flavonoides –as antocianinas, nesse caso. Pigmentos de cor azul escura encontrados em certas frutas como açaí, uva e mirtilo, os flavonoides atuam como antioxidantes e são relacionados a reduções no risco de condições como o câncer e doenças cardiovasculares.

Já os prebióticos são componentes dos alimentos que não são digeríveis e que estimulam ou alimentam seletivamente o crescimento e atividade de bactérias benéficas de todo o trato gastrointestina, fundamentais para a saúde geral.

Benefícios das antocianinas do açaí versus saúde intestinal

Realizado por pesquisadores brasileiros do departamento de biociência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o primeiro estudo abordou mais especificamente a biodisponibilidade das antocianinas.1 Os pesquisadores executaram uma revisão sistemática da literatura científica e encontraram a informação de que a microbiota intestinal é crucial para a biodisponibilidade das antocianinas.

Isto significa que, para que os compostos saudáveis sejam bem absorvidos ou disponíveis para o seu uso ou armazenamento pelo organismo, precisamos cuidar da microbiota (comunidades de bactérias) que habita o nosso trato gastrointestinal. Ou seja: para obter os benefícios das antocianinas, é necessário que a microbiota intestinal do organismo esteja em dia.

Além disso, o estudo, que foi publicado no Journal of Food Composition and Analysis, ressalta também a importância de alimentos fermentados (pró-bactérias saudáveis) e adiciona mais um benefício que as bactérias do trato gastrointestinal nos proporcionam: um melhor reaproveitamento das antocianinas pelo nosso organismo.

Açaí anti-idade e anticâncer: as antocianinas como prebióticos

Já o segundo estudo, realizado por cientistas da Universidade de Reading e Universidade de Roehampton, ambas no Reino Unido, aponta que a riqueza do conteúdo de antocianina do açaí pode reduzir doenças relacionadas à idade e combater um ambiente possivelmente pró-câncer por oferecer proteção ao material genético ou DNA.2

Em um modelo simulado do trato gastrointestinal, os cientistas do estudo preliminar publicado em Food Chemistry descobriram que uma porcentagem significante desses polifenois (antocianinas) sobrevive bem ao processo de digestão, chegando intacta no cólon e podendo assim exercer seus efeitos antigenotóxicos.

Adicionalmente, esses compostos estimulam o crescimento e atividades de uma microbiota benéfica, como as bactérias Bifidobacterium e Lactobacillus, acima de grupos não tão desejáveis como as Clostridium histolyticum – beneficiando o cólon com suas propriedades prebióticas.

Estudos randomizados e controlados (in vivo) são aguardados para uma melhor compreensão sobre os mecanismos de frutas ricas em antocianinas, como o açaí, e seus consequentes benefícios para a saúde. No entanto, tomados em conjunto, os achados dos estudos aqui resumidos possivelmente se encontram na interação das antocianinas com a microbiota.

Indo mais além, é possível concluir ainda que, entre as potentes antocianinas do açaí e as fundamentais comunidades que residem no trato gastrointestinal, parece existir uma interdependência para a otimização do trabalho de cada um. Assim como os adicionais do smoothie do açaí, que o tornam ainda mais delicioso, seus benefícios provavelmente estão interligados entre si, aumentando a qualidade de vida de quem o consome.

https://doi.org/10.1016/j.foodchem.2017.04.164

1- Braga ARC, et al. Bioavailability of anthocyanins: Gaps in knowledge, challenges and future research. Journal of Food Composition and Analysis, 2017. Doi:10.1016 / j.jfca.2017.07.031

2- Alqurashia RM, et al. In vitro approaches to assess the effects of açai (Euterpe oleracea) digestion on polyphenol availability and the subsequent impact on the faecal microbiota. Food Chemistry, 2017. Doi:10.1016/j.foodchem.2017.04.164

 

Adoçante de Stevia é saudável?

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Originária da América do Sul, a stevia é uma planta com uma longa história de uso como adoçante. Os indígenas Guarani a usavam para tirar o amargor de seus remédios e adoçar sua erva mate e seu poder adoçante pode ser até 300 vezes maior que o açúcar.

Hoje a stevia é cultivada na Ásia, como também em partes do Caribe e da América do Norte e Israel, além de seu local geográfico originário.

O extrato das folhas da stevia é constantemente investigado e surgem evidências científicas dos seus benefícios em pacientes com açúcar elevado no sangue/resistência à insulina e pressão alta.1-3 Neste caso, pacientes diabéticos, e aqueles interessados em reduzir os níveis de açúcar na dieta seriam beneficiados pela substituição do açúcar pela stevia.

Para comprovar sua segurança, pesquisadores chineses buscaram avaliar em um novo estudo a toxidez do extrato da Stevia. Para testar a genotoxidade (ação nociva que afeta a integridade de uma célula de material genético) foram feitos ensaio de mutação reversa bacteriana, ensaio de micronúcleo de medula óssea e ensaio de malformação de esperma de camundongos. Para testar a toxidade subcrônica oral, foi feito um experimento de alimentação por 90 dias.4

Segundo os pesquisadores, o extrato de stevia passou em todos os testes. Ou seja, continuam recomendando a stevia como um adoçante seguro e pode ser utilizada em alimentos funcionais, bem como medicamentos,No entanto, ressaltam a importância da qualidade e procedência da matéria-prima.

Referências:

1- Ulbricht C, et al. An evidence-based systematic review of stevia by the Natural Standard Research Collaboration. Cardiovasc Hematol Agents Med Chem. 2010. Doi:10.2174/187152510791170960

2- Chatsudthipong V; Muanprasat C. Stevioside and related compounds: therapeutic benefits beyond sweetness. Pharmaco Ther. 2009. Doi:10.1016/j.pharmthera.2008.09.007

3- Goyal SK, et al. Stevia (Stevia rebaudiana) a bio-sweetener: a review. Int J Food Sci Nutr. 2010. Doi:10.3109/09637480903193049

4- Zhang Q, et al. Toxicological evaluation of ethanolic extract from Stevia rebaudiana Bertoni leaves: Genotoxicity and subchronic oral toxicity. Regulatory Toxicology and Pharmacology, 2017. Doi:10.1016/j.yrtph.2017.03.021

Suplementos Pré-Treino: Como escolher o seu!

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Levantar cedo para treinar antes de iniciar as atividades diárias ou após um longo dia de compromissos profissionais, horas de trânsito, estresse e alimentação nem sempre equilibrada, podem tornar os treinos um desafio. Nesses momentos, uma nutrição inteligente ou funcional pode ser uma grande aliada para nos mantermos motivados e, assim, alcançarmos os resultados esperados.

O que você ingere antes ou depois dos treinos ajuda a determinar de que maneira o seu corpo e mente trabalharão e como utilizarão a energia fornecida ou acumulada.

Quando os treinos são intensos, ou quando o corpo e a mente precisam de uma ajuda, alguns macronutrientes, fitonutrientes e substâncias estimulantes, conhecidos como pre-workout ou pré-treino, podem restabelecer os ânimos e contribuir com seu desempenho na atividade física.

O mercado de suplementos Pré-treino se tornou popular nos últimos anos para atender a grande demanda de pessoas que têm uma rotina atarefada e não querem abrir mão da prática do esporte ou de seus treinos regulares. No entanto, muitos desses suplementos não têm a simpatia de médicos e nutricionistas. Isso porque, em sua maioria, as fórmulas contêm, dentre seus componentes, carboidratos simples de alto índice glicêmico, adoçantes artificiais e substâncias estimulantes proibidas ou altamente prejudiciais à saúde.

Com base nisto, a dúvida que fica é: o que é um bom pré-treino? Quais são as substâncias que podem nos auxiliar de maneira segura sem causar efeitos indesejáveis?

Como escolher as que trazem os melhores resultados físicos? Aqui, detalhamos algumas das melhores opções de substâncias que podem ser utilizadas como pré-treino, seus benefícios e funcionalidades.

Palatinose

Palatinose é a isomaltulose patenteada um carboidrato que disponibiliza energia gradual e prolongada aos músculos e cérebro devido à sua lenta, mas completa metabolização. Apresenta baixo índice glicêmico (IG 32) e insulinêmico, ou seja, não gera picos de glicose e insulina no sangue.

COMO FUNCIONA: o fluxo constante de energia proporcionado pela Palatinose prevê o esgotamento antecipado das reservas de glicose durante o treino, o que pode causar fadiga repentina, perda da concentração e do desempenho. Outro benefício de grande importância é a promoção da queima de gordura corporal. De acordo com estudos clínicos, a proporção de energia proveniente da mobilização da gordura foi até 25% maior em pessoas que utilizaram Palatinose, quando comparada a das que utilizaram um carboidrato de alto IG. O pico de insulina alcançado após o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico (como a dextrose e a maltodextrina) é um dos elementos que contribuem para o aumento do peso corporal, já que a elevada disponibilidade de insulina no sangue inibe a lipólise (queima de gordura).

PARA QUE SERVE: o uso de carboidratos de liberação lenta está indicado para manter a performance e disposição para se fazer uma atividade física por mais tempo. Pessoas que apresentam fadiga precoce após os 20 a 30 minutos de treinamento também podem se beneficiar. Atletas que fazem práticas muito prolongadas (como triatletas, maratonistas e escaladores) idealmente precisam repor carboidratos para manter a energia e evitar a fadiga.

Creatina 

creatina é um composto inicialmente produzido a partir de 3 aminoácidos (L-glicina, L-arginina e L-metionina) e armazenada predominantemente nos músculos esqueléticos (cerca de 95%). A demanda diária de creatina que o corpo precisa para manter seu pleno funcionamento varia de 1 a 3g, a qual pode ser obtida através de alimentos de origem animal, como carne vermelha, aves e ovos, ou através da produção endógena. Uma vez que as principais fontes de crea­tina são de origem animal, a sua suplementação pode ser uma importante alternativa para vegetarianos e veganos.

COMO FUNCIONA: uma vez dentro das células, a creatina é convertida em fosfocreatina que se torna uma grande reserva prontamente disponível para a produção de ATP (energia da célula). Quando os músculos utilizam esse ATP de forma rápida e intensa, a não disponibilidade de creatina pode ser um fator limitante para a produção de energia. A suplementa­ção de 20g/dia de creatina em curto prazo (5 a 7 dias) aumenta a sua reserva total em até 30% e a reserva de fosfocreatina em até 40%; além disso, estudos demonstraram que ocorre uma melhora de até 15% na força máxima, diminuição de lactato, rápida rege­neração de ATP e aumento do desempenho neuro­muscular. Sob doses de manutenção, em média de 3 a 5g/dia por tempo prolongado (60 dias), resulta em aumentos de força máxima (até 25%), massa livre de gordura, número de repetições nas séries realizadas e massa muscular.

PARA QUE SERVE: as atividades físicas de explosão ou de alta intensidade, que necessitam de energia rápida, são as que melhor se beneficiam do uso de creatina. Outro benefício reconhecido é a velocidade de recuperação muscular após um treino. A presença de níveis adequados de creatina, ou seu uso logo após um treino intensivo, faz que no dia seguinte já se tenha maior disposição energética para voltar a treinar.

D-Ribose

D-ribose é uma pentose (monossacarídeo de cinco carbonos) de zero índice glicêmico (IG). Componente fundamental na formação dos principais constituin­tes das células, como o RNA e DNA, além do ATP. É produzida por alguns órgãos do corpo como o fígado, coração, cérebro e tecidos musculares, mas apenas o suficiente para as necessidades básicas.

COMO FUNCIONA: diferentemente da Palatinose™, este carboidrato simples é de rápida absorção pelas células (95%) e passa diretamente para a corrente sanguínea, servindo assim de substrato para a produção de ATP, muito importante para os exercí­cios extenuantes.

PARA QUE SERVE: seu papel como suplemento ener­gético precursor da formação de ATP torna a D-ribose um excelente nutriente para a utilização por todas as pessoas que necessitam de um aporte rápido de energia. Estudos clínicos mostram que a sua suplementação melhora signi­ficativamente a força e a resistência física e pode diminuir o tempo de recuperação muscular, pois refaz rapidamente os níveis energéticos intracelulares, reduzindo câimbra, fadiga e dor tardia.

A D-ribose pode trazer benefícios para pacientes com fibro­mialgia e cardiopatas. Seu uso por diabéticos e por pacientes com hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue) deve ser acompanhado por um médico.

MCT 

Os triglicerídeos de cadeia média (TCMs) são um tipo de gordura saturada benéfica em que os ácidos graxos têm de 6 a 12 carbonos, onde se destacam os ácidos caprílico (C8), cáprico (C10) e láurico (C12), como os componentes principais e mais importantes.

COMO FUNCIONA: por apresentarem uma cadeia de triglicerídeos menor, a digestão e absorção dos TCMs não estimula a liberação da bile (sais biliares) e não requer a ação das enzimas lipases, ou seja, diferente de outros tipos de gordura, os TCMs são facilmente absorvidos, já que atravessam a mucosa intestinal e são diretamente transportados do intes­tino para o fígado, onde são imediatamente meta­bolizados. Parte é utilizado para a termogênese e a outra parte convertidos em cetonas – fontes de energia imediata para os músculos e cérebro.

PARA QUE SERVE: o TCM proporciona energia instantâ­nea aos músculos e ao cérebro, aumentando o foco, sem produzir picos de glicose no sangue.

L-Taurina

L-taurina é um aminoácido produzido principal­mente no fígado a partir de outros dois aminoácidos: cisteína e metionina. Encontrado em todos os teci­dos do corpo humano, apresenta alta concentração no coração, músculos esqueléticos e cérebro.

COMO FUNCIONA: no coração, fortalece e estabiliza o ritmo cardíaco através da manutenção da função contrátil normal dos músculos cardíacos. Nos músculos esqueléticos, acelera a recuperação do cansaço muscular e prolonga a tolerância à exaus­tão – importante no aumento da força e consequente melhora do desempenho e diminuição do dano muscu­lar –, favorece a contração muscular, proporcionando maior resistência física e atua como antioxidante, protegendo as células contra a ação dos radicais livres produzidos durante a atividade física. No cérebro, a L-taurina atua como uma geradora de novos neurônios e neuroprotetora, restaurando a atividade das enzimas com papel crítico na regula­ção e interação de neurotransmissores (acetilcolina, GABA e glicina), melhorando assim a capacidade de aprendizagem, memória, foco e reduzindo a tensão, ansiedade e insônia. A L-taurina também atua na melhora do funcionamento do metabolismo da glicose e dos aminoácidos, estimulando a secre­ção de insulina pelo pâncreas, e auxiliando assim o anabolismo.

PARA QUE SERVE: a L-taurina tem a capacidade de reduzir a percepção do cansaço durante a atividade física, além de acelerar a recuperação da fadiga. Assim, é de grande ajuda para quem quer se esforçar mais nos exer­cícios. Quem tem sensação de cansaço logo no início do treino pode se beneficiar muito com o seu uso.

Termogênicos naturais

Substâncias termogênicas são aquelas capazes de aumentar a temperatura corporal. Esta produção de calor no organismo acelera o metabolismo, aumentando a queima da gordura e melhorando a performance.

Chá Verde 
Alguns alimentos fornecem naturalmente substâncias que atuam na termogênese, tais como o chá-verde que contém cafeína e epigalocatequinas – os quais estimulam o catabolismo lipídico e a utilização dos estoques de gordura como fonte de energia, aumentando os níveis metabólicos. Estudos em humanos apontam que a ingestão de chá verde rico em EGCG (epigalocatequina galato) associada à prática de exercícios físicos promove a oxidação de gordura e aumenta o gasto energético através da estimulação da lipólise (queima de gordura).

Gengibre
Estimula a produção de catecolaminas (dopamina, epinefrina e norepinefrina) que também estimulam a lipólise. Adicionalmente, o gengibre diminui a absorção da gordura ingerida.

Cafeína
Inibe a enzima que degrada o AMPc (substância que, através da liberação de catecolaminas, ativa a lipólise), promovendo tanto o aumento quanto o tempo da queima de gordura.

Pimenta
A pimenta contém capsaicina – vasodilatador que favorece a queima de gordura. Estudos mostram que a capsaicina e seu análogo capsiate podem aumentar o gasto energético através do aumento da oxidação de gordura, ativando a termogênese do tecido adiposo e diminuindo o apetite.

Vasodilatadores

Substâncias vasodilatadoras presentes em alimentos como a beterraba, melancia, alho, pimenta, espinafre, cacau, banana, oleaginosas e abacate podem contribuir para a melhora do desempenho durante a prática de exercícios físicos e promover uma acelerada recuperação no pós-treino, uma vez que favorecem a distribuição dos nutrientes para os músculos, criando um estado anabólico.

Um alimento vasodilatador muito conhecido por praticantes de atividades físicas é a beterraba. Rica em nitratos e L-citrulina (precursora da L-arginina), a beterraba contribui para o aumento de óxido nítrico circulante que está diretamente ligado ao relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, resultando em maior fluxo de sangue e oxigenação necessários à contração muscular e aporte de nutrientes para os músculos. Além do óxido nítrico, outras substâncias, tais como o potássio, a capsaicina e niacina (vitamina B3) também atuam como vasodilatadores.

PARA QUE SERVEM: para quem quer se recuperar mais rapidamente de exercícios extenuantes e que tem pressa para obter resultados com a atividade física. Os vasodilatadores fazem com que todos os nutrientes descritos anteriormente cheguem mais rápido e eficazmente nos músculos.

Mitos e fatos sobre o declínio cognitivo

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Todos nós já ouvimos piadas e comentários sobre a função cerebral e a memória irem diminuindo com o avançar da idade – tantas vezes que é muito comum pensarmos que isso é resultado natural do envelhecimento. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.

De fato, estudos realizados por pesquisadores da Harvard Medical School mostraram que certas funções cerebrais-chave melhoram com a idade. E embora as doenças relacionadas à idade, como a doença de Alzheimer e demência são muito reais, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, apenas 5% de pessoas com idades entre 71 e 79 têm alguma forma de demência, enquanto este número sobe para 24,2% entre 80 a 89, significando que três quartos da população mais velha vai bem.

O Dr. Bruce Yankner, professor de genética e pesquisador da Harvard Medical School, reconhece que o cérebro mais velho desacelera de certa forma – as pessoas podem esquecer coisas que não costumavam esquecer, ou não ser tão rápidas ao fazer palavras cruzadas, por exemplo –, mas sua equipe de pesquisa descobriu algo mais.

“O cérebro começa a compensar o ritmo mais lento usando mais de si mesmo”, contou ele em um relatório da escola sobre sua pesquisa.

Como Yankner explica, o córtex pré-frontal, a área do cérebro usada para o raciocínio consciente, é usado de forma diferente à medida que as pessoas envelhecem. Os adolescentes, por exemplo, mostram muita atividade cerebral em um lado do córtex pré-frontal. As pessoas na meia-idade começam a usar ambos os lados. Já os adultos mais velhos, a pesquisa mostra, usam ambos os lados igualmente.

Isto, naturalmente, tem algumas desvantagens. Desde que usam de maneira mais abrangente seu cérebro em cada tarefa, pessoas mais velhas não são boas em executarem muitas tarefas ao mesmo tempo, em comparação com as mais jovens. A pesquisa também mostra que as pessoas mais velhas são capazes de gastar mais tempo sonhando acordadas, e que a realização de tarefas pode exigir a necessidade de listas e o uso de ‘truques’ para lembrar de coisas.

“A demência não é um resultado inevitável do envelhecimento. Sabemos que é possível que o cérebro humano funcione normalmente por um século ou mais.” – Dr. Bruce Yankner, professor de genética da Harvard Medical School

Mas quando se trata de funcionamento cerebral mais complexo, os adultos mais velhos têm algumas vantagens. Por exemplo, um estudo de controladores de tráfego aéreo e pilotos de companhias aéreas descobriu que, embora as pessoas com menos de 50 anos dominassem o uso de novos equipamentos mais rapidamente, aquelas com mais de 50 anos cometiam menos erros ao iniciar o uso dos equipamentos.

Alterações corporais em adultos mais velhos também afetam o funcionamento do cérebro. Um baixo nível de testosterona pode melhorar o controle de impulsos, e a estabilidade emocional pode levar a melhores tomadas de decisões. Além disso, anos de conhecimento e experiência podem ajudar a tomar boas decisões financeiras e a avaliar adequadamente novas situações.

Outras coisas que melhoram com a idade: vocabulário crescente, habilidades básicas de matemática e uma habilidade para acentuar o positivo sobre o negativo.

Finalmente, a pesquisa de Yankner sobre as causas da doença de Alzheimer e demência sugere que elas têm menos a ver com o envelhecimento do que com o misterioso mau funcionamento de um regulador genético chamado REST. Este regulador só é ativado mais tarde na vida para preservar o funcionamento adequado do cérebro. Em outras palavras, estas doenças podem ser o resultado de um erro que acontece em uma rede cerebral concebida para preservar e melhorar o funcionamento do nosso cérebro à medida que envelhecemos.

“A demência não é um resultado inevitável do envelhecimento”, explica Yankner. “Sabemos que é possível que o cérebro humano funcione normalmente durante um século ou mais. Então um robusto mecanismo deve ter evoluído para preservar a função e células cerebrais em organismos de longa vida como os seres humanos. Apenas ainda não aprendemos sobre o mecanismo.”

Fonte:http://www.lifeextension.com/News/LefDailyNews?NewsID=26606&Section=AGING

 

Níveis mais elevados de hormônio tireoidiano ajudam as pessoas a perder mais peso após a cirurgia bariátrica

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Uma nova pesquisa executada em Portugal informa que, após a cirurgia bariátrica, os pacientes que têm níveis mais altos do hormônio da tireoide tri-iodotironina (T3) perdem mais peso.

“A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para a obesidade, e a função tireoidiana desempenha um papel central na regulação do peso corporal. No entanto, os preditores de perda de peso após a cirurgia permaneciam em grande parte desconhecidos”, relatou o autor principal, Dr. João Sérgio Neves.

“Nosso estudo mostra que pacientes com níveis mais elevados de T3 perdem mais peso após a cirurgia bariátrica. Nossos resultados enfatizam o potencial futuro do tratamento hormonal da tireoide relacionado à essa situação.”

A equipe de pesquisa avaliou 649 pacientes com obesidade mórbida e função tireoidiana normal submetidos à cirurgia bariátrica. No geral, 84,3% dos pacientes eram mulheres e, em média, tinham 41,8 anos de idade e índice de massa corporal (IMC) pré-operatório de 44,65 kg/m2.

Os autores excluíram os pacientes com histórico de doença tireoidiana, tratados com drogas antitireoidiana ou levotiroxina e pacientes que usavam hormônio estimulador da tireoide (TSH) ou tiroxina livre (T4) fora do intervalo de referência. Os pesquisadores descobriram que 11,4% dos pacientes cujo T3 livre era maior do que a média perderam significativamente mais do excesso de peso do que os pacientes com T3 livre normal (76,6% vs 65,4%). Nenhum paciente apresentou T3 livre abaixo da média.

Os pacientes com T3 livre alto eram mais jovens (36,6 vs 42,5 anos), mas não possuíam significativa diferença quanto ao sexo, IMC, tipo de cirurgia, diabetes, hipertensão ou estado de dislipidemia. Mesmo depois de ajustar para outros fatores, a perda de excesso de peso no grupo com alto T3 livre foi significante.

Fonte:https://knowridge.com/2017/08/higher-thyroid-hormone-levels-help-people-lose-more-weight-after-bariatric-surgery/