Tipos de Cápsulas

cápsulas

CÁPSULA SPRINKLE

São cápsulas vegetais com fácil sistema de abertura, indicada para pacientes que tem dificuldade de deglutição. Seu design inovador de fechamento proporciona aos pacientes facilidade na abertura das cápsulas podendo despejar o conteúdo na água ou diretamente nos alimentos.

CÁPSULA DE TAPIOCA

As cápsulas de tapioca são uma opção de cápsula vegetal que utiliza um polissacarídeo hidrossolúvel obtido da tapioca, através de um processo de fermentação natural. É obtida por processo 100% orgânico e estão disponíveis nas cores incolor e branca. Oferece excelente barreira contra o oxigênio, protegendo a oxidação dos ativos.

CÁPSULA VEGETAL DE CLOROFILA

São cápsulas de coloração verde que contém o corante natural clorofila em sua composição. Existem farmácias que trabalham apenas com as cápsulas vegetais de clorofila, diferente do que é encontrado no mercado convencional, cápsulas tradicionais de gelatina com corante de clorofila.

CÁPSULA GASTRORESSISTENTE

O HPMC além de ser um polímero de fonte vegetal utilizado como substituto da gelatina no desenvolvimento das cápsulas, também tem função de resistência em meio ácido quando em maior concentração. Dessa forma, as cápsulas gastrorresistentes são invólucros feitos com quantidade de HPMC suficiente para evitar que a cápsula seja liberada em meio ácido, prorrogando a sua liberação para o meio entérico. Torna-se uma opção de escolha ideal para fármacos sensíveis ao pH e as enzimas estomacais e para proteger o estômago contra fármacos irritantes.

CÁPSULA VEGETAL

Visualmente são muito parecidas com as cápsulas gelatinosas, mas a grande diferença está na sua composição, que é feita totalmente de polímeros de origem vegetal, conhecido como hidroxipropilmetilcelulose (HPMC). As cápsulas vegetais são uma opção segura para aqueles pacientes que não ingerem produtos de origem animal. Encontramos essas cápsulas em diversos tamanhos e nas cores transparente e branca.

CÁPSULA GELATINOSA

Produzida a partir de gelatina tradicional, é o invólucro mais comumente utilizado na farmácia magistral. É possível encontrá-la em diversos tamanhos e cores, mas geralmente utilizam-se corantes artificiais para gerar a coloração. Algumas farmácias trabalham apenas com as cápsulas gelatinosas transparentes e as brancas, no qual durante o processo de fabricação não é utilizado corante artificial.

Fonte: Essenthial Nutrition

Proteínas: suas subfrações e processamento

whey protein

Nas últimas décadas, numerosas pesquisas vêm demonstrando as qualidades nutricionais das proteínas solúveis do soro do leite – whey protein.

Durante décadas, essa parte do leite era dispensada pela indústria de alimentos. Somente a partir da década de 70, os cientistas passaram a estudar as propriedades dessas proteínas.

Evidências recentes sustentam a teoria de que as proteínas do leite, incluindo as proteínas do soro, além de seu alto valor biológico, possuem peptídeos ativos, que trazem diversos benefícios para a saúde.

COMPONENTES E FRAÇÕES DAS PROTEÍNAS DO SORO DO LEITE E SEUS BENEFÍCIOS

As proteínas do soro do leite apresentam estrutura globular e suas frações, ou peptídeos do soro, são constituídas de:

BETA-LACTOGLOBULINAS (BLG)
Maior peptídeo do soro o que lhe confere resistência à ação de ácidos e enzimas proteolíticas presentes no estômago, sendo, portanto absorvidas no intestino delgado
É o peptídeo que apresenta maior teor de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs)
ALFA-LACTOALBUMINAS (ALA)
Caracteriza-se por ser de fácil e rápida digestão. Contém o maior teor de triptofano (6%) entre todas as fontes proteícas alimentares, sendo, também, rica em lisina, leucina, treonina e cistina
Possui a capacidade de se ligar a certos minerais, como cálcio e zinco, o que pode afetar positivamente sua absorção
Além disso, apresenta atividade antimicrobiana, contra bactérias patogênicas, como: E. coli, S. aureus
ALBUMINA DO SORO BOVINO (BSA)
Peptídeo de alto peso molecular rico em cistina e relevante precursor da síntese de glutationa
A glutationa é um dos principais antioxidantes do organismo, sendo fundamental para a saúde celular
IMUNOGLUBULINAS (IG’S)
Quatro das cinco classes das Ig’s estão presentes no leite bovino
(IgG, IgA, IgM e IgE)
Suas principais ações biológicas residem na imunidade passiva e atividade antioxidante

As sub-frações ou peptídeos secundários das proteínas do soro são: lactoferrina, beta-microglobulinas, gama-globulinas, lactoperoxidase, lisozima, lactolina, relaxina, lactofano, fatores de crescimento IGF-1 e IGF-2, proteoses-peptonas e aminoácidos livres. Todas com um papel importante para a manutenção da saúde.

As proteínas do soro podem exibir diferenças na sua composição de macronutrientes e micronutrientes, dependendo da forma de obtenção.

TECNOLOGIA PARA O PROCESSAMENTO DO SORO DO LEITE

Diversas podem ser as tecnologias aplicadas para o processamento do soro. Dentre as tecnologias disponíveis, a CFM (Cross-Flow Microfiltration) se destaca por ser um processo diferente de outros menos aprimorados como a troca iônica.

CFM (CROSS-FLOW MICROFILTRATION)

A filtragem é mecânica, passa por vários tipos de filtros de cerâmica para separar proteínas de gordura e outras substâncias indesejáveis com base no tamanho e na forma molecular

Ocorre em baixas temperaturas e pH biologicamente natural, isso faz com que a atividade biológica das proteínas do soro sejam preservadas

Isola a proteína de componentes indesejáveis como a caseína, gordura, colesterol, carboidratos e lactose, através de um processo físico natural preservando suas importantes subfrações proteicas

Esse processo não envolve a utilização de reagentes químicos, garantindo que as frações quebradas de proteína mantenham-se bioativas, ou seja, não sofram desnaturação (perda da função), assegurando a funcionalidade biológica das mesmas no nosso organismo

X

TROCA IÔNICA
Utiliza produtos químicos e degradam as proteínas, ou seja, as tornam biologicamente inativas

Pode remover muitos dos peptídeos bioativos presentes no soro do leite

Não preserva algumas frações importantes da proteína, como por exemplo: os glicomacropeptídeos.

As vantagens do processo Cross-Flow Microfiltration incluem:

1. Mínimo de proteína desnaturada (sem função biológica)
2. Obtenção da proteína sem utilização de processos químicos
3. Melhor perfil de aminoácidos
4. Proteína final com maior teor de cálcio e menos sódio

whey

Essa tecnologia permite a obtenção de produtos diferenciados com elevado valor nutricional que preservam as frações das proteínas que contem valor biológico.

Fonte: Essential Nutrition

Teste Genético

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Especificamente desenvolvido com o atleta em mente, para ajudar a melhorar o desempenho, este teste consiste em 45 marcadores genéticos que afetam as necessidades nutricionais e o desempenho atlético.

As recomendações deste relatório permitirão que seu treinador, instrutor ou nutricionista esportivo lhe forneça recomendações personalizadas de nutrição e treinamento com base em seu perfil genético.

As recomendações podem ajudá-lo a melhorar sua composição corporal, identificar possíveis intolerâncias alimentares, otimizar a saúde do coração e ajudá-lo a determinar suas necessidades nutricionais.

O teste também inclui marcadores que podem ajudá-lo a determinar o risco de certas lesões e a entender onde estão suas forças de desempenho atlético. Essas recomendações podem ajudá-lo a se antecipar à concorrência, liberando seu potencial genético.

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Modulação da performance esportiva com Energia Cetônica!

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Modulação da performance esportiva com Energia Cetônica!

Atletas e treinadores de elite de diferentes modalidades esportivas estão sempre buscando métodos de treinamento e estratégias nutricionais eficientes para adequar aos esforços necessários na rotina de treinos e na maximização do desempenho esportivo em provas de competição. O crescente interesse com relação ao papel dos corpos cetônicos no metabolismo tem despertado caminhos diferenciados para mudar o padrão alimentar desses atletas. As vantagens do metabolismo dos corpos cetônicos na prática esportiva já estão descritas pela literatura, e elas incluem o fornecimento de energia para conservar reservas de glicogênio muscular e reduzir a proteólise que pode acelerar o catabolismo.

O consumo maior de gorduras e a restrição de carboidratos, padrão pertencente à dieta cetogênica, induzem uma mudança metabólica que leva ao aumento da oxidação de gorduras e, como resultado, há produção de corpos cetônicos. Os corpos cetônicos compreendem  acetoacetato, acetona e ?-hidroxibutirato (?HB) e são produzidos no fígado, pela metabolização dos ácidos graxos livres durante condições de disponibilidade reduzida de carboidratos (hidratos de carbono), como a própria dieta cetogênica, condições de jejum e exercícios de endurance. Dessa forma, mesmo com a privação energética, o organismo passa a obter energia por meio dos corpos cetônicos, que são transportados até as mitocôndrias extra-hepáticas, principalmente, dos músculos e do cérebro e metabolizados até ATP.

O jejum intermitente é uma estratégia nutricional que vem ganhando popularidade e envolve a restrição do consumo alimentar dentro de uma janela de tempo, variando de acordo com cada protocolo. Essa prática também objetiva a promoção da utilização de substratos energéticos, estimando que, com a redução do glicogênio hepático induzido pelo jejum prolongado, o organismo potencializaria outras vias de geração de energia, incluindo oxidação de ácidos graxos e cetogênese.

Com relação ao esporte de alta intensidade e duração, os atletas e treinadores de elite de diferentes modalidades esportivas estão sempre buscando métodos de treinamento e estratégias nutricionais eficientes para adequar aos esforços necessários na rotina de treinos e na maximização do desempenho esportivo em provas de competição. O crescente interesse quanto ao papel dos corpos cetônicos no metabolismo tem despertado caminhos diferenciados para mudar o padrão alimentar desses atletas.

As vantagens do metabolismo dos corpos cetônicos na prática esportiva já estão descritas pela literatura, e  elas incluem o fornecimento de energia para conservar reservas de glicogênio muscular e reduzir a proteólise a fim de desacelerar o catabolismo e a fadiga. Um estudo relacionado ao esporte de alta intensidade e duração, de 2016, avaliou os parâmetros metabólicos em 20 ultramaratonistas de elite e triatletas que realizaram um teste de exercício máximo e uma corrida submáxima de 180 minutos. Para tanto, foram divididos em grupos, sendo um com consumo de uma dieta tradicional rica em carboidratos e outro com baixo teor glicídico. Houve maior oxidação de pico de gordura em aproximadamente 2 vezes no grupo com baixa ingestão de carboidratos, atribuindo maior contribuição energética advinda de corpos cetônicos devido à cetoadaptação dos atletas.

Mecanismos de corpos cetônicos no esporte

Os corpos cetônicos podem ser prontamente oxidados como fonte energética pelo músculo durante o exercício, e apresenta um quociente respiratório similar ao da glicose. O BHB é particularmente transportado para o citosol e mitocôndrias dos tecidos extra-hepáticos, através dos transportadores de monocarboxilato (MCTs). Dentro da matriz mitocondrial, é metabolizado a Acetil-CoA e participa do ciclo do ácido cítrico (TCA) para a formação de ATP. Esse mecanismo garante a preservação do glicogênio muscular, além de contribuir para redução da produção de lactato no músculo, minimizando a fadiga. O desenvolvimento recente de suplementos de cetonas facilita a ingestão aguda de ?HB, que resulta em cetose nutricional sem necessitar de práticas alimentares restritivas. Uma das maiores questões relacionadas à dieta cetogênica se dá, justamente, pela limitação da ingestão de alimentos que dificulta a adesão do paciente.

Diante disso, de forma inovadora, a Galena® potencializa a prescrição e traz para o mercado um ativo com grande eficácia na busca de resultados mais rápidos no esporte: Go™BHB, uma substância cetônica que é naturalmente produzida pelo organismo e utilizada como fonte de energia. É o corpo cetônico ?-hidroxibutirato que vai atuar como fonte energética extra ao corpo para melhorar a eficiência esportiva, potencializar a performance e acelerar o processo de recuperação muscular. Ao ser incorporado na suplementação diária do atleta de enduranceGo BHB™ agirá como um “sinal” para a regulação da mobilização de substratos energéticos para os tecidos, poupando as reservas de glicose intramusculares e prevenindo a degradação de proteínas. Veja a figura 1:

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Figura 1: Mecanismo de ação da produção endógena de corpos cetônicos vs. suplementação com GoBHB™ na produção de energia.

Go BHB™ potencializa a performance esportiva de forma eficiente e, quando administrado concomitantemente com fontes de carboidratos durante o exercício, otimiza a ressíntese de glicogênio muscular e reduz a produção de lactato. Sua utilização também gera uma energia mais otimizada, visto que a metabolização de corpos cetônicos na cadeia de fosforilação oxidativa do ciclo de Krebs leva a menor produção de radicais livres com caráter oxidativo. É rapidamente absorvido pelo organismo e indicado para uso antes e durante os treinos de alta intensidade.

Ciência sobre Go BHB™

Um estudo-duplo cego, randomizado, examinou os efeitos da suplementação com ?HB no exercício de endurance, com oito atletas altamente treinados. Após um jejum noturno, os participantes ingeriram uma bebida contendo 573mg/kg de peso corporal de ?HB + dextrose (CHO) ou apenas CHO (controle) antes de um teste de ciclismo, que consistiu em 60 minutos com 75% da carga máxima, seguidos de 30 minutos para a distância máxima. A suplementação com ?HB demonstrou aumento na distância percorrida, melhorando a performance dos atletas acometidos a exercícios de alta intensidade. Confira no gráfico 1:

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Gráfico 1 – Resultado na distância percorrida por atletas após a suplementação com BHB +dextrose.

Para Evans et al. (2017), a suplementação com BHB promove adaptações metabólicas para o esporte de alta performance que merecem destaque, como redução da glicogenólise, aumento da adaptação e recuperação do músculo, redução da produção de lactato, minimização do estresse oxidativo e inflamação, aumento da expressão gênica, diminuição da proteólise, entre outras demonstradas a seguir, na figura 2:

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Figura 2 – Efeitos metabólicos de BHB no esporte.

Fonte: Evans et al. Metabolism of ketone bodies during exercise and training: physiological basis for exogenous supplementation.

Um diferencial de qualidade do Go™BHB é o selo antidopping com certificação internacional, o que garante segurança para uso no planejamento nutricional de atletas em diferentes modalidades esportivas. Sua dosagem usual recomendada é de 3 a 6 gramas ao dia, devendo ser prescrito por profissional especializado, em farmácias de manipulação, de acordo com a posologia e as necessidades do paciente, associado a dietas com restrição de carboidratos ou não.

Fonte: Galena Nutrition

COLÁGENO, VITAMINAS E MINERAIS X REGENERAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES

articulação

PEPTÍDEOS DE COLÁGENOS X REGENERAÇÃO ARTICULAR

A forma de otimizar a regeneração do colágeno do corpo é fornecer seus precursores para que o organismo produza o que foi desgastado. Os peptídeos de colágeno fornecem os principais aminoácidos para a biossíntese da molécula do colágeno. Estudos têm focado o potencial do uso de peptídeos de colágeno no manejo da artrose, cujos resultados são:

1.Redução da percepção de dor relatada

2.Maior síntese de colágeno                     O uso se torna promissor não apenas como                                                                       tratamento sintomático, mas para reverter o                                                                            quadro de degeneração e auxiliar na                                                                                                prevenção.

3.Melhora da qualidade de vida

Outro benefício da suplementação com peptídeos de colágeno é na formação do tecido ósseo. Os peptídeos reduzem a atividade dos osteoclastos – responsáveis pela reabsorção da matriz óssea para que nova matriz se deposite – estimulam os osteoblastos – células responsáveis pela formação óssea – e restauram a densidade óssea, auxiliando no tratamento da osteoporose.

COLÁGENO TIPO II NÃO DESNATURADO X REGENERAÇÃO ARTICULAR

Diferentemente da suplementação de peptídeos, o colágeno tipo II na forma não desnaturada reduz a secreção de colagenases (enzimas que quebram as ligações peptídicas do colágeno das articulações), auxilia na recomposição da cartilagem e reduz a inflamação por desativar as células T-Killer. Como sua ação é imunológica, a dose efetiva diária é de 40mg. Estudos comprovaram os benefícios do uso de colágeno tipo II não desnaturado em pacientes portadores de artrose, artrite reumatoide e até mesmo naqueles que não foram diagnosticados com nenhuma dessas patologias mas que sentiam dor articular após realizar um treino.

ESTUDO

52 pacientes acometidos com artrose de nível moderado a grave:

Grupo 1: Ingeriu 1.500mg de glucosamina com 1.200mg de condroitina/ dia

Grupo 2: Ingeriu 40mg de colágeno tipo II não desnaturado / dia

Após 90 dias:

Realizadas análises de percepção de dor:

Pacientes do Grupo 2 tiveram uma redução na percepção de dor 33% maior quando comparada aos 14% obtidos por aqueles do Grupo 1, mostrando um resultado superior do colágeno tipo II.

VITAMINAS E MINERAIS X REGENERAÇÃO ARTICULAR

As vitaminas e minerais são indispensáveis para manter o corpo em plena atividade, realizando diversas reações químicas por todo o organismo. Em especial, alguns desses elementos influenciam diretamente no bom funcionamento ósseo e articular, com destaque para a vitamina C, K e D e os minerais magnésio, manganês e zinco.

VITAMINA C

Fundamental na transformação de:

Prolina e Lisina em Hidroxiprolina

Sem ela, não há formação de colágeno em nosso corpo.

VITAMINA D3

As células formadoras de colágeno (condrócitos) possuem em sua superfície receptores para a:

VITAMINA D

Auxilia a fixação do cálcio do tecido ósseo     Evidências apontam que pacientes                                                                             acometidos com artrose geralmente têm                                                                                   níveis baixos de vitamina D.

Auxilia na regeneração da cartilagem destruída inibindo a progressão da artrose: O uso sinérgico de vitamina D3 com peptídeos de colágeno causa diminuição dos níveis de citocinas (pró-inflamatórias) na artrite reumatóide.

VITAMINA K1 E K2

Na artrose: Têm ação na indução da mineralização óssea prevenindo a osteoporose

Nas articulações: Podem auxiliar com seu potencial anti-inflamatório

MAGNÉSIO

Junto com a Vitamina K  –  Auxilia a retirada do excesso de cálcio circulante e fixa nos ossos

Indispensável para transformação da Vitamina D em sua forma ativa – Sem equilíbrio = o excesso de cálcio circulante irá se fixar por diversos locais, incluindo articulações ao invés de ser depositado nos ossos

Gerando condrocalcinose = processo de inflamação e dor local podendo levar a um processo de desgaste da cartilagem

MANGANÊS

Também influencia no metabolismo ósseo

É indispensável para a formação do colágeno articular

ZINCO

É indispensável para a atividade de formação óssea e síntese de colágeno

Fonte: Essential

Reposição de Testosterona e a Redução de Risco Cardiovascular

reposição-de-testosterona-e-doenças-cardiovasculares

O uso da testosterona como reposição hormonal mostra-se eficaz para os homens com hipogonadismo, conforme revisão, mostrando efeito benéfico da reposição de testosterona no tratamento de hipogonadismo e também na síndrome metabólica.

Porém, existem ainda opiniões contrárias, justificando que a reposição de testosterona pode aumentar os riscos cardiovasculares. Frente a esse tema, pesquisadores americanos avaliaram por 8 anos, a incidência de riscos cardiovasculares em 656 homens acometidos com hipogonadismo. Destes, a metade foi submetida ao tratamento com o hormônio testosterona e a outra metade o controle. Os pacientes foram avaliados a cada 2 anos por um período total de 8 anos. No final, observou-se que dos pacientes que receberam reposição hormonal com testosterona houve 2 óbitos e não foram associados a eventos cardíacos, ao contrário, nos pacientes não tradados ocorreram 21 óbitos e desses 19 estavam associados a episódios cardiovasculares. Assim, o trabalho que compartilho hoje conclui que a reposição de testosterona a longo prazo mostra-se bem tolerável, além de reduzir a mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares.

Veja na integra no link abaixo:

https://essentia.com.br/artigo/artigos/artigo_testosterona_2.pdf?utm_campaign=email_cla__testosterona_hipogonodismo_e_protecao_cardiaca&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

XOS (XILOOLIGOSSACARÍDEO)

prebiotico

FIBRA PREBIÓTICA ALTAMENTE TOLERÁVEL AO TGI AUMENTO DE BIFIDOBACTÉRIAS REDUÇÃO DE BACTÉRIAS PATOGÊNICAS REDUÇÃO DA GLICEMIA, COLESTEROL, LDL E APOB INDICADO PARA GRÁVIDAS, BEBÊS E CRIANÇAS.

O QUE O QUE SÃO XILOOLIGOSSACARÍDEOS?

Xilooligosacarídeos (XOS) são fibras prebióticas presentes naturalmente em frutos e vegetais. São metabolizadas por Bifidobactérias quando ingeridas, produzindo ácidos graxos de cadeia curta, o que promove a colonização de bactérias benéficas e inibição das patogênicas no trato gastrointestinal (TGI). Seu uso é considerado seguro pelo FDA, inclusive para bebês e gestantes, sendo altamente tolerável ao sistema gastrointestinal.

COMO FUNCIONA?

Estima-se que a disbiose intestinal seja um determinante que pode levar a inúmeros processos patológicos como diabetes, obesidade, constipação e síndrome metabólica. Substâncias que podem atuar promovendo uma melhora na colonização bacteriana do TGI são ditas como promissoras para a prevenção e tratamento de doenças. Entre essas substâncias, destacam-se as fibras solúveis que atuam como um alimento para as bactérias benéficas do TGI, chamadas de substâncias prebióticas. A fibra solúvel XOS apresenta um perfil bastante interessante como prebiótico, visto que sua metabolização ocorre somente por bactérias benéficas presentes no TGI como as do gênero Bifidobacterium. Como resultado dessa metabolização gera-se ácido graxo de cadeia curta, responsável por reduzir a produção de citocinas inflamatórias. Por outro lado, bactérias como Staphylococcus, E.coli e Clostridium ssp não são capazes de metabolizar a XOS, reduzindo sua incidência no TGI e consequentemente melhorando patologias associadas ao desequilíbrio da flora intestinal.

QUAL A SUA FUNÇÃO?

• Atividade prebiótica – altamente tolerável pelo TGI – principalmente pelo aumento de bactérias do gênero Bifidobacterium

• Melhora da constipação

• Redução de episódios diarreicos

• Inibe o crescimento de bactérias patógenas

• Aumenta imunidade e auxilia no tratamento de obesidade e síndrome metabólica pela melhora da colonização intestinal

• Redução dos níveis de glicemia, colesterol, LDL e ApoB

QUAL A DOSAGEM SUGERIDA?

De 500mg a 4,2 g de XOS ao dia.

HÁ ESTUDOS QUE MOSTRAM SUA EFICÁCIA?

• Efeito prebiótico: Estudos em humanos e também in vitro mostraram que a colonização microbiana é alterada após uso consecutivo de XOS, aumentando a colonização de bactérias benéficas do gênero Bifidobacterium. O aumento das bactérias desse gênero é relativamente proporcional à concentração de XOS ingerida, apresentando resultados promissores com doses a partir de 500 mg.

• Constipação: Um estudo realizado com 30 mulheres grávidas com mais de 23 semanas de gestação e que estavam constipadas há mais de 5 dias, sem uso de laxantes, foram submetidas ao ensaio utilizando 4,2 g de XOS por 4 semanas.

• Diabetes: Em indivíduos pré-diabeticos, a ingestão de 2 g de XOS por 8 semanas foi capaz de reduzir a concentração de bactérias associadas a pré-diabetes como as do gênero Enterorhabdus, Howardella e Slackia, além de mostrar uma tendência para regularizar os níveis de insulina.

Vinte e seis pacientes diagnosticados com diabetes e com níveis de hemoglobina glicosilada (HbA1c) entre 7 e 10% e triglicerídeos menores que 400 mg/dL foram recrutados para o ensaio e divididos em dois grupos: aqueles que receberam placebo e os que receberam 4 g ao dia de XOS. Após 8 semanas, os participantes realizam exame sanguíneo e foi detectado naqueles que receberam XOS uma redução não somente de glicose, HbA1c e fructosaminas, mas também nos níveis de colesterol total, LDL e apolipoproteina B4 , conforme pode ser visto no gráfico a seguir.

• Diarreia: Em um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, 107 crianças com idade entre 3 e 36 meses com episódio de diarréia aguda foram divididas para receber placebo ou uma formulação simbiótica contendo 2,5 x 109 UFC de lactobacillus paracasei B21060 com 500 mg de arabinogalactan e 700 mg de xilooligosacarídeo. A fórmula simbiótica reduziu significativamente os episódios diarreicos e melhorou a consistência das fezes dos bebês quando comparada ao grupo placebo.

Hipertrofia e Anti-inflamatórios

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Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) estão entre os medicamentos mais consumidos no mundo. Muitos praticantes de atividades físicas como musculação fazem uso excessivo, pois não gostam de sentir dor muscular após os treinos. Os AINEs mais consumidos são dipirona, AAS, nimesulida, ibuprofeno e diclofenaco.

Os AINEs atuam inibindo a família de enzimas cicloxigenase (COX), que regulam a síntese de prostaglandinas, mediadoras da inflamação e da dor. Todavia, a medida adotada para não sentir dor muscular após o treino pode ter um alto custo, uma vez que as prostaglandinas também são mediadores do metabolismo de proteínas, é possível que o uso de anti-inflamatórios resulte num menor aproveitamento da sessão de treino (1 e 2).

A inibição da COX já demonstrou causar redução de hipertrofia (3), e a redução de prostaglandinas já foi associada com a diminuição de síntese proteica, bem como redução do tamanho de fibras tanto do tipo I quanto do tipo II (4).

O uso de altas doses de ibuprofeno (1200 mg) demonstrou inibição da síntese de proteínas induzida por exercício (5), redução de massa muscular em idosos (6) e inibição da atividade de células satélites por até 8 dias após o exercício (7 e 8). Contudo, o uso de menores doses de ibuprofeno (400 mg) não demonstrou nenhum efeito negativo para hipertrofia em jovens (9).

Parece haver uma relação dose-dependente, bem como tempo-dependente do efeito de AINEs sobre a hipertrofia. Embora ainda haja pouca literatura sobre o assunto, especificamente na síntese proteica induzida pelo treino resistido, uma coisa já é certa: o uso contínuo de anti-inflamatórios não permite atingir o máximo de desenvolvimento muscular por inibir a atividade de células satélites (10).

Ressalto aqui a importância de se determinar a razão da dor e inflamação em questão para se poder avaliar a necessidade ou não do uso de AINEs. Até aqui, falamos apenas do uso para evitar a dor muscular normal após os treinos. Entretanto, em hipótese alguma deve-se evitar seu uso quando há, de fato, um processo inflamatório anormal ao treino, como distenção, luxação ou rompimentos, em detrimento de hipertrofia.

Deve-se ter em mente que a hipertrofia resultante de uma única sessão de treino será muito menos importante que o reestabelecimento do tecido danificado e o retorno saudável aos treinos. E isso falando apenas de dor muscular, pois, obviamente, quando se trata de inflamação em tendões e articulações o tratamento não é dispensável.

Entretanto, a dor muscular normal resultante do treinamento com pesos deve ser encarada sem medicação, pois o uso crônico de AINEs não impacta negativamente apenas a hipertrofia, mas também pode causar ulceração gástrica e intestinal, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade, anemia hemolítica, trombocitopenia, entre outros efeitos adversos.

Tome muito cuidado com a automedicação. Não é porque um medicamento é de venda livre que está isento de riscos. Procure sempre um profissional para pode diagnosticar a causa da dor e, então, prescrever o tratamento mais adequado.

Referências:
1- Trappe TA, Liu SZ: Effects of prostaglandins and COXinhibiting drugs on skeletal muscle adaptations to exercise. J Appl Physiol 115: 909–919, 2013.
2- Markworth JF, Cameron-Smith D: Prostaglandin F2? stimulates PI3K/ERK/mTOR signaling and skeletal myotube hypertrophy. Am J Physiol Cell Physiol 300: C671–C682, 2011.
3- Bondesen BA, Mills ST, Kegley KM, Pavlath GK: The COX-2 pathway is essential during early stages of skeletal muscle regeneration. Am J Physiol Cell Physiol 287:C475–C483, 2004.
4- Gibson JN, Poyser NL, Morrison WL, Scrimgeour CM, Rennie MJ: Muscle protein synthesis in patients with rheumatoid arthritis: effect of chronic corticosteroid therapy on prostaglandin F2 alpha availability. Eur J Clin Invest 21: 406–412, 1991.
5- Trappe TA, White F, Lambert CP, Cesar D, Hellerstein M, Evans WJ: Effect of ibuprofen and acetaminophen on postexercise muscle protein synthesis. Am J Physiol Endocrinol Metab 282: E551–E556, 2002.
6- Trappe TA, Carroll CC, Dickinson JM, LeMoine JK, Haus JM, Sullivan BE, Lee JD, Jemiolo B, Weinheimer EM, Hollon CJ: Influence of acetaminophen and ibuprofen on skeletal muscle adaptations to resistance exercise in older adults. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol 300: R655–R662, 2011.
7- Mackey AL, Kjaer M, Dandanell S, Mikkelsen KH, Holm L, Dossing S, Kadi F, Koskinen SO, Jensen CH, Schroder HD, Langberg H: The influence of anti-inflammatory medication on exercise-induced myogenic precursor cell responses in humans. J Appl Physiol 103: 425–431, 2007.
8- Mikkelsen UR, Langberg H, Helmark IC, Skovgaard D, Andersen LL, Kjaer M, Mackey AL: Local NSAID infusion inhibits satellite cell proliferation in human skeletal muscle after eccentric exercise. J Appl Physiol 107:1600–1611, 2009.
9- Krentz JR, Quest B, Farthing JP, Quest DW, Chilibeck PD: The effects of ibuprofen on muscle hypertrophy, strength, and soreness during resistance training. Appl Physiol Nutr Metab 33: 470–475, 2008.
10- Petrella JK, Kim JS, Cross JM, et al. Efficacy of myonuclear addition may explain differential myofiber growth among resistance-trained young and older men and women. Am J Physiol Endocrinol Metab 2006 Nov; 291 (5): E937-46.

Fonte: Integralmedica

Diferenças entre Ômega-3 na forma de TG e EE

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Na natureza, o óleo de peixe está disponível em triglicerídeos (TG) – forma de gordura mais comum utilizada para fornecer energia –, no entanto, na forma in natura as concentrações de EPA e DHA são baixas e não padronizadas.

Através dos processos de esterificação e destilação molecular, obtém-se um óleo de peixe concentrado, padronizado em EPA e DHA na forma de etil éster (EE). O óleo de peixe na forma de EE é o tipo de suplementação de ômega-3 comercializada mais comum.

Para aumentar a concentração de EPA e DHA e melhorar a absorção, a ciência deu um passo à frente, e a partir do ômega-3 na forma de EE, realizou a reconversão em TG, mantendo-se a pureza e a elevada padronização de EPA e DHA.

TG: encontrada na natureza, é a forma molecular de todas as gorduras e óleos de animais e plantas. EE: não é encontrada na natureza, mas sim sintetizada.

Metabolismo e absorção: o metabolismo da forma TG é mais eficiente que a forma EE. Uma vez que a lipase pancreática pode precisar de 10 a 50 vezes mais tempo para quebrar a ligação da forma EE.

Oxidação e estabilidade: os ácidos graxos sob a forma de EE oxidam mais rapidamente do que aqueles na forma de TG.

Forma em TG (triglicerídeos) apresenta melhor conforto gástrico e absorção 30% superior.

Em relação aos benefícios proporcionados pelas formas EE e TG, estudos concluem que ambos exercem sua ação, porém, a forma em TG apresenta maior biodisponibilidade (cerca de 30% a mais) em razão do processo de metabolização e absorção, o que ressalta a superioridade da forma TG. Por isso, a importância de suplementar nessa forma, principalmente para pessoas com problemas digestivos, como insuficiência pancreática, onde a quebra dos ácidos graxos EPA e DHA pode ser comprometida.

Fonte: Essential Nutrition

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Efeitos da suplementação com L-arginina na performance e rendimento esportivo

esportes

Atletas competitivos e recreativos inevitavelmente adotam sessões de treinamento extremamente intenso com a finalidade de melhorar tanto a capacidade de trabalho quanto o rendimento. Isto inevitavelmente os torna vulneráveis às consequências adversas provocadas pelo treino de alta intensidade, tais como altas taxas de catabolismo de proteínas, perfil pró-inflamatório, danos musculares, stress oxidativo crônico, fadiga e comprometimento imunológico. Além disso, tanto atletas competitivos quanto recreativos são particularmente vulneráveis ao marketing relacionado a suplementos nutricionais, alimentos esportivos e agentes ergogênicos, já que se sentem pressionados a manterem uma vantagem competitiva.

Desde a década de 60 atletas competitivos têm utilizado a suplementação com L-arginina por três razões básicas: a) sua influência na secreção endógena de hormônio de crescimento humano (HGH); b) seu envolvimento na síntese [também endógena] de creatina; c) seu papel na produção de óxido nítrico. No entanto, a pesquisa atual veio elucidar várias outras ações da L-arginina dentro do esporte recreativo e competitivo.

Recentemente, o óxido nítrico (NO) emergiu como um promissor agente ergogênico, o que acarretou em uma revolução no conhecimento fisiológico e farmacológico. Embora ele seja inerentemente instável e exerça rapidamente seus benefícios devido à sua afinidade com várias heme-proteínas, ele não possui papel ativo como suplemento nutricional, fazendo com que seja necessária a ingestão de outras substâncias que influenciam a produção endógena de NO. Apesar de ser uma das várias substâncias vasodilatadoras produzidas pelo endotélio, a ciência elucidou a dramática importância das ações mitocondriais relacionadas ao NO, incluindo respiração mitocondrial e seu papel vital no controle vascular e metabólico.

O óxido nítrico (NO) é um gás solúvel em gordura e uma molécula de meia-vida curta presente em diversos fluidos biológicos, vindo a ser uma das mais abundantes moléculas de sinalização, participando em virtualmente todas as funções celulares e orgânicas no corpo humano. Além disso, o corpo tem a capacidade de sintetizá-lo em vários locais onde ele influencia a neuroproteção, plasticidade sináptica, regulagem do fluxo sanguíneo, contratibilidade muscular, homeostase de cálcio e glucose, além de respiração e biogênese mitocondrial (através de vias metabólicas cGMP, angiogênese e trombose, as quais são determinantes no impacto da fadiga e performance muscular, o que se constitui em uma das diversas explicações sobre a melhoria na eficiência muscular lisa e contrátil). Ele é rapidamente oxidado tanto pela oxihemoglobina quanto pela ceruloplasmina e se constitui num potente vasodilatador endógeno responsável pelo aumento da perfusão sanguínea, contribuindo para a ocorrência de mudanças no fluxo sanguíneo durante exercício dinâmico e recuperação pós-treino.

Também relacionado ao treinamento físico de alta intensidade é o fato de que o NO é um inibidor de alta afinidade para a atividade de várias enzimas (por exemplo, citocromo oxidase), já que ele reduz o deslizamento das bombas de protons mitocondriais, elevando assim a eficiência da fosforilação oxidativa e modulando a função contrátil dos músculos. A síntese de NO ocorre em pelo menos duas vias metabólicas: a via dependente da enzima NO sintase (NOS) e a via independente. Na primeira via, o NO é gerado através da oxidação da L-arginina (na qual a L-arginina é o principal precursor).

A partir do final da década de 90, devido à grande quantidade de evidências acumuladas pela pesquisa científica, sedimentou-se o conceito da relação entre NO e a expressão da enzima AMPK (proteína kinase AMP-ativada) nas células, que cooperativamente promovem a oxidação de ácidos graxos e glucose (eventos ansiosamente aguardados por treinadores e atletas). Confirmou-se que a AMPK regula a produção de NO, enquanto que este último pode modular a atividade da AMPK através de mudanças na expressão genética.

A partir daquele época, a influência e as ações do óxido nítrico no esporte recreativo e competitivo já estavam firmemente elucidadas:

– a resposta vascular inicial ao exercício físico é recrutamento capilar, seguida por mudanças importantes no fluxo sanguíneo muscular total e o NO está definitivamente envolvido em ambos. Desta forma, a ativação de células satélites (aspecto essencial para crescimento de tecido muscular) é iniciada através do aumento na produção de NO na musculatura contrátil;

– os níveis de NO se elevam em resposta a sessões agudas de treino físico e também são elevadas como uma adaptação ao treino rotineiro. Assim, atletas com maiores níveis de aptidão física apresentam maiores níveis de NO circulante em repouso do que pessoas sedentárias;

– o NO também está envolvido na regulagem da força contrátil tanto diretamente (ao afetar os canais de cálcio do retículo sarcoplasmático) quanto indiretamente (ao modular a fosforilação mitocondrial).

Desde a década de 80, principalmente devido a estudos relacionados ao seu papel em doenças cardiovasculares, a suplementação com L-arginina já está definitivamente ligada à maior produção endógena de NO (ela é precursora na síntese de NO) e isso ocorre em vários locais do corpo, principalmente no endotélio. Porém, sua influência passou a ser confirmada em diversas outras áreas relativas ao esporte recreativo e competitivo.

No ano de 2009, cientistas da Texas A & M University comprovaram que a suplementação com L-arginina diminui o ganho de gordura corporal branca e favorece o aumento de gordura marrom, além de elevar o ganho de massa muscular, ao desviar a compartimentalização de nutrientes da dieta, promovendo o ganho de massa muscular sobre o ganho de gordura branca e melhorando significativamene o perfil metabólico.

Em 2017, pesquisadores brasileiros tiveram pesquisa publicada no Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports confirmando que a suplementação com L-arginina modula os níveis de inflamação e os genes que expressam musculatura contrátil, ao atenuar a resolução de fatores musculares inflamatórios induzidos pelo treinamento de resistência e elevar a expressão da proteína MyoD durante a fase inicial do reparo muscular. A proteína MyoD pertence à família dos fatores de regulagem miogênica (MRFs) e exerce papel vital na modulação da diferenciação muscular. Estes fatores de transcrição conhecidos como bHLH (basic helix loop helix) atuam sequencialmente na diferenciação miogênica e a proteína MyoD é um dos primeiros marcadores de comprometimento miogênico, tendo expressão nula ou indetetável nas células satélites quiescentes.

Cinco anos antes (2012) outro grupo de pesquisadores brasileiros trabalhando com atletas de jiu- jitsu induziu hiperamonemia transitória juntamente com dieta de baixo carbo e treinamento de alta intensidade, a fim de avaliar mudanças no metabolismo nitrogenado. Mesmo uma elevação de um fator de seis nos níveis de amônia não acarretou em danos musculares ou mudanças de estase da glicemia. Eles demonstraram pela primeira vez que a suplementação com L-arginina diminui tanto amonemia quanto a resposta dos linfócitos durante exercício intenso.

A suplementação com L-arginina eleva a capacidade ao exercício físico e retarda o surgimento da fadiga, em inúmeros estudos projetados para investigar os mecanismos benéficos potenciais da sua  suplementação ao examinar seu efeito sobre as vias metabólicas de stress oxidativo e nitrosativo durante treinamento físico. Confirmou-se que a suplementação com L-arginina reduz significativamente o desbalanceamento entre stress oxidativo e defesas antioxidantes que ocorre devido ao treinamento intenso, sendo que esta modulação é mediada através das vias L-arg/NO.

A administração de L-arginina também é capaz de reduzir a concentração de lactato pós exercício e elevar os níveis de IL-6 em atletas HIV-1 positivos. Baixas concentrações de L-arginina favorecem a ação de citocinas inflamatórias nessa população, confirmando que a ativação da via metabólica L-arg/NO acarreta em efeitos anti-inflamatórios pós-treino.

Em 2014, mais um grupo de pesquisadores brasileiros confirmou que a suplementação com L-arginina previne a elevação na permeabilidade intestinal e a translocação bacteriana durante exercício físico de alta intensidade em condições de hipertermia (treino físico num ambiente de alta temperatura). Dependendo dos níveis de stress térmico ambiental e da intensidade do exercício, a vasoconstrição esplâncnica resulta em isquemia local com elevação do stress oxidativo e nitrosativo, provocando graves danos à barreira intestinal. A translocação bacteriana está associada a inúmeras condições graves, incluindo cirurgia, choque, isquemia e obstrução intestinal e, sob tais condições fica comprometido o balanceamento da função imunológica, tornando a pessoa suscetível à passagem de bactérias para a circulação sistêmica.

Em 2015, num estudo publicado no periódico Clinical and Experimental Pharmacology and Physiology, pesquisadores confirmaram que níveis cerebrais elevados de L-arginina facilitam a perda térmica cutânea induzida pela corrida, ao modular o tônus vasoconstritor simpático para os vasos sanguíneos localizados na pele.

Naquele mesmo ano, pesquisadores chineses da National Taiwan University of Sport comprovaram pela primeira vez (inúmeros outros estudos posteriores confirmaram as conclusões em outras modalidades esportivas) que a suplementação simultânea com L-arginina e aminoácidos BCAA melhora significativamente a performance em atletas de handebol de ambos os sexos. Já se sabia que os benefícios potenciais da suplementação de BCAA sobre a fadiga eram diminuídos devido à elevação simultânea dos níveis sanguíneos de amônia, acarretando em alterações no metabolismo energético cerebral, neurotransmissão e vias de sinalização dentro dos neurônios. Também já era sabido que a L-arginina é capaz de reduzir o acúmulo de NH3 ao otimizar o ciclo da ureia e a vasodilatação. Este estudo foi o primeiro a confirmar que a suplementação conjunta de L-arginina com BCAA alivia dramaticamente a fadiga central em atletas de handebol de ambos os sexos ao diminuir a relação triptofano/BCAA, evitando simultaneamente o estado de hiperamonemia.

Em 2010, cientistas confirmaram que a suplementação de L-arginina com antioxidantes é capaz de elevar em 17% o limiar anaeróbico em ciclistas entre 50 e 73 anos de idade, já na primeira semana de suplementação. Este aumento observado no limiar anaeróbico foi adicionalmente validado pela elevação em 22 watts na produção de potência ao se atingir o limiar. Tais mudanças fisiológicas são inegavelmente associadas a uma maior duração do exercício e uma taxa de trabalho mais elevada devido à suplementação. Tais dados são também extraordinários devido ao fato de que todos os voluntários do grupo suplementado demonstraram grandes elevações no limiar anaeróbico, enquanto que em nenhum dos voluntários do grupo com placebo foi demonstrada a ocorrência de tais benefícios.

Referências bibliográficas

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Texto do Dr. Ítalo Salzano