Andrographis paniculata (A. paniculata)

Andrographis paniculata (A. paniculata)

O QUE É?

Andrographis paniculata (A. paniculata) é uma planta herbácea da família Acanthaceae que possui uma longa história de uso na medicina ayurvédica e medicina tradicional chinesa.

Seu principal ativo, o Andrografolide, possui estudos que apontam efeitos terapêuticos em infecções do trato respiratório, febre, artrite reumatoide, disenteria bacteriana e diarreia, além dos seus efeitos na fadiga da esclerose múltipla e preventivos em gastrites e úlceras. Possui ainda efeitos antiinflamatórios bem documentados, que podem torná-la uma alternativa aos anti-inflamatórios da medicina tradicional.

COMO FUNCIONA?

Os efeitos do andrografolide são justificados pela inibição da via MAPK / ERK e, por consequência, dos mediadores inflamatórios de algumas doenças auto-imunes – COX-2, prostaglandinas e interleucinas, por exemplo. Em modelos experimentais in vitro foram observadas respostas imunomoduladoras como a redução de COX-2, PGE2, TNFalfa e IL-12 em macrófagos e microglia. Em neutrófilos foi observado a redução da produção de espécies de oxigênio reativo e a expressão de Mac-1, IL-8 e COX-2. Atua também reduzindo fatores de transcrição como o fator nuclear kappa B (NF-kB) e o fator nuclear das células T ativadas (NFAT).

ESTUDOS CIENTÍFICOS COMPROVAM SUA UTILIZAÇÃO?

Há evidências científicas para o uso de A . paniculata em infecções do trato respiratório. Um estudo clínico randomizado e duplo cego controlado com placebo foi conduzido para avaliar a eficácia de 100 mg do extrato 2 vezes ao dia, em pacientes com infecção do trato respiratório superior sem complicações. O grupo tratado apresentou redução significativa no escore geral dos sintomas em comparação com o grupo placebo. A comparação da eficácia global do grupo que tomou o extrato de A. paniculata em relação ao placebo foi 52,7% maior que o placebo.

Em um ensaio clínico, duplo-cego, controlado por placebo estudou-se o efeito da administração de 30 mg 3 vezes ao dia de extrato patenteado de A. paniculata durante 14 semanas na redução de sintomas e sinais de pacientes com artrite reumatoide ativa crônica. Os pesquisadores deste estudo concluíram que este fitoterápico foi significativamente eficaz na redução de sintomas e parâmetros sorológicos (fator reumatoide) da doença e, portanto, é útil como complemento natural no tratamento da artrite reumatoide. Uma pesquisa multicêntrica publicada no The American Journal of Gastroenterology avaliou a partir de um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo a eficácia de 1 g e 1,8 g do extrato de A. paniculata em 224 adultos com retocolite ulcerativa leve a moderada. Após 8 semanas de estudo observou-se que os grupos tratados apresentaram maior resposta clínica e maior cura da mucosa intestinal que o grupo placebo.

FOSFATIDILCOLINA

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A fosfatidilcolina é o fosfolipídio de maior presença nas membranas celulares e, a principal fonte de colina para o corpo. Sua função está envolvida em uma série de processos fisiológicos, principalmente em relação a saúde hepática e cerebral.

COMO É A ESTRUTURA QUÍMICA DA FOSFATIDILCOLINA?

Quimicamente a fosfatidilcolina é um glicerofosfolipídeo, constituído por um grupo de ácido graxo, fosfato e colina. Essa estrutura é facilmente reconhecida quando ingerida tornando-se peça chave na atividade das membranas celulares e fonte de colina para o corpo.

COMO ELA É ABSORVIDA?

A fosfatidilcolina é bem absorvida quando administrada pela via oral. Estima-se que em média 90% são absorvidos, quando em conjunto com refeições, dentro de 24 horas. As doses orais de fosfatidilcolina resultam em elevação sérica de colina com pico entre 8 a 12 horas.

COMO FUNCIONA?

Apesar das células serem capazes de sintetizar colina, a eficiência dessa produção varia de acordo com a idade, níveis hormonais e alimentação. Estudos demonstram que uma dieta deficiente em colina pode promover a carcinogênese hepática, iniciando-se com o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Desse modo, a colina é considerada um nutriente essencial e indispensável para o bom funcionamento do fígado.

PROTEÇÃO HEPÁTICA

A proteção hepática proveniente do uso de fosfatidilcolina se baseia na sua capacidade de se incorporar às membranas das células hepáticas e com isso auxiliando no aumento da fluidez da membrana e transporte de substância, consequentemente, melhorando também o funcionamento das enzimas envolvidas. A fosfatidilcolina protege e auxilia na recuperação das células hepáticas expostas aos vírus, à ingestão abusiva de álcool, fármacos e a outras substâncias tóxicas, além de possuir atividade antioxidante, reduzindo os radicais livres e modulando sua resposta imune.

Em estudo pré-clínico realizado em babuínos que ingeriam etanol, durante mais de seis anos e meio, observou-se que a suplementação da dieta com extrato de lecitina poli-insaturada de feijão de soja, contendo 94% a 98% de fosfatidilcolina, preveniu o desenvolvimento de fibrose portal e cirrose. O resultado se estendeu a um grupo de homens com presença de esteatose e inflamação hepática ligada a ingestão de álcool, e àqueles que ingeriram fosfatidilcolina. Em apenas 2 semanas já foi possível verificar melhoras dos níveis séricos de medidas bioquímicas da função hepática em relação ao placebo. E, até mesmo pacientes que apresentam esteatose hepática não alcoólica também podem obter os benefícios do uso da fosfatidilcolina.

O efeito do uso da fosfatidilcolina na proteção hepática também é relatado em trabalhos utilizando como modelo indivíduos em administração contínua de medicamentos que sobrecarregam a função hepática, como por exemplo, rifampicina e ácido acetilsalicílico. O uso concomitante de fosfatidilcolina mostrou uma redução de marcadores bioquímicos hepáticos, reduzindo os danos hepáticos causados pelos medicamentos.

Resultados semelhantes de melhora nos marcadores bioquímicos hepáticos também foram observados em pacientes acometidos com Hepatite B e C quando os mesmos administraram fosfatidilcolina.

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PROTEÇÃO CEREBRAL

Assim como no fígado, a fosfatidilcolina também se incorpora na membrana das células cerebrais, exercendo uma função crítica no transporte de gordura de uma célula para outra – mecanismo vital para manter as estruturas celulares intactas.1 Em paralelo, a fosfatidilcolina fornece a substância colina, principal precursora da acetilcolina. A acetilcolina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante em funções cognitivas como aprendizagem e memória. Sendo assim, há um grande interesse em insumos capazes de aumentar os níveis de acetilcolina cerebral, melhorando assim os processos cognitivos.

Em alguns trabalhos observou-se que após a administração contínua de fosfatidilcolina ocorre um aumento dos níveis cerebrais de acetilcolina bem como a melhora da memória e aprendizado.

PROTEÇÃO CARDIOVASCULAR

A fosfatidilcolina apresenta um importante papel na absorção intestinal de lipídios. A sua presença aumenta a solubilidade das micelas de gordura formando quilomicrons, que são considerados meios de transporte dos lipídeos entre a mucosa intestinal e as células. A formação e secreção das lipoproteínas DHL e LDL são influenciadas pela presença da fosfatidilcolina auxiliando, dessa forma, na retirada do excesso de colesterol livre das membranas celulares e do próprio endotélio, evitando assim o seu acúmulo e progressão para as placas aterosclerótica.

Essenthia Pharma.

Artrose – prevenção e tratamento com colágeno.

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Pare por um instante e relembre todos os movimentos que você fez hoje. Você acordou, se levantou da cama, caminhou pela casa, se sentou e levantou diversas vezes. Para executar essas tarefas cotidianas, diversas articulações precisaram estar em plena atividade.

Articulações são tão importantes quanto os ossos e músculos, que nos dão sustentação e permitem os movimentos. Fazendo uma analogia, nossas articulações móveis são como dobradiças de uma porta, funcionando para facilitar os movimentos e impedir o contato de uma madeira com a outra. Com o passar do tempo, ou se muito utilizadas, as dobradiças enferrujam ou perdem a lubrificação, rangendo e não executando a sua função de maneira correta.

O mesmo pode ocorrer com as nossas articulações durante o envelhecimento natural e por razões multifatoriais, como o desgaste excessivo ocasionado pelo movimento repetido, inflamações crônicas, fraqueza muscular, fator genético, algum trauma físico importante, exercícios de impacto, sobrepeso ou obesidade.

Estima-se que 30 a 50% dos adultos a partir dos 65 anos tenham osteoartrite, também chamada de osteoartrose ou artrose, caracterizada pelo “desgaste” das articulações.

Mas não se engane, a artrose não faz parte somente do estágio mais avançado da vida. As propriedades mecânicas da cartilagem articular atingem seu pico por volta dos 30 anos, e a partir daí, se deterioram progressivamente, principalmente na região do joelho e quadris.

Os atletas ou pessoas muito ativas, que submetem suas articulações à força e ao impacto, estão mais suscetíveis ao desenvolvimento precoce do desgaste articular.

Reconstruindo as articulações desgastadas

O tratamento da artrose é frequentemente feito com medicamentos (principalmente os anti-inflamatórios não-esteroides – AINEs – como aspirina ou ibuprofeno, ou até corticoides) que aliviam a dor e o desconforto relatado pelos pacientes, mas que deveriam ser usados com moderação. Ou seja, esses medicamentos aliviam a dor, mas não tratam a articulação, e quando usados rotineiramente podem causar efeitos colaterais. Também, ao interromper o seu uso, o paciente volta a ter dores e sofrer com uma limitada mobilidade.

Opções integrativas, como a fisioterapia, acupuntura, a perda de peso, o uso do gelo, mudanças na dieta, a natação ou exercícios físicos aquáticos e suplementos mostram positivas melhoras. Na área da suplementação, destacamos que recentes estudos clínicos confirmam que o colágeno tipo II tem produzido alívio significativo da dor, retardando a progressão da degeneração e também reduzindo a inflamação local.

O colágeno é a proteína mais abundante no nosso corpo e tem um papel estrutural fundamental, contribuindo para a arquitetura molecular, para as propriedades mecânicas e formas dos tecidos do organismo.

De maneira resumida, as articulações são formadas por cartilagem, líquido sinovial e uma cápsula articular que protege e reveste toda essa estrutura. A cartilagem presente na extremidade do osso é constituída de aproximadamente 60% de colágeno tipo II e irá funcionar como um amortecedor evitando o contato e atrito entre os ossos.

Regeneração articular através de peptídeos de colágenos

Com os anos, os níveis ideais de colágeno que nossos corpos produzem naturalmente começam a reduzir. As fibras de colágeno se quebram e não mais se regeneram, dando aquela aparência de pele flácida, envelhecida, ou sentindo também o efeito nas articulações.

Uma forma de ajudar a regeneração do colágeno do corpo é fornecer seus precursores para que o corpo produza o que foi desgastado.

A suplementação de colágeno apresenta um alto valor nutricional, pois fornece aminoácidos que não estão presentes em proteínas normalmente ingeridas como as do leite, carne, frango, peixe e vegetais.

Cientistas estão focando seus estudos no potencial do uso de peptídeos de colágeno no manejo da artrose, no intuito de não apenas cessar a dor e inflamação do paciente, mas melhorar as condições de mobilidade e qualidade de vida. Em diversas pesquisas, pode-se observar que a ingestão de peptídeos de colágeno é capaz de reduzir a percepção de dor relatada, auxiliar na síntese de colágeno e melhorar a rotina do paciente. No caso da artrose, esta suplementação mostra-se promissora não apenas como tratamento sintomático, mas também para reverter o quadro de degeneração e auxiliar na prevenção.

Regeneração articular por estímulo imunológico

Diferentemente da suplementação de peptídeos de colágeno, que fornece os aminoácidos para que o corpo reconstrua seu colágeno próprio, o fornecimento direto do colágeno tipo II na forma não desnaturada (quando sua molécula está intacta e sem quebras) tem uma ação no sistema imune. O colágeno tipo II não desnaturado possui estrutura tridimensional íntegra. Utilizando-se desta estrutura não desnaturada, comprovou-se que podemos “educar” nosso sistema imune para ignorar o colágeno tipo II das articulações e evitar a secreção de colagenases (enzimas que quebram as ligações peptídicas do colágeno). Como sua ação é imunológica, funciona com uma pequena dose diária de 20 a 40mg, e esta tolerância oral ao colágeno suprime poderosamente a inflamação e degeneração das articulações.

Diversos estudos vêm mostrando os benefícios do uso de colágeno tipo II não desnaturado em pacientes portadores de artrose, artrite reumatoide e até mesmo naqueles sem diagnóstico dessas patologias, mas que sentem dor articular após realizar um treino.

Publicado em Suplementos e Estudos Por Essential Nutrition 15/12/2017

Fitoterapia

Fitoterapia

O significado da palavra fitoterapia é grego: Therapeia = tratamento e Phyton = vegetal.

Usada há muitos e muitos anos: os chineses, em 2.500 a.C., já conheciam o poder da fitoterapia.

Mesmo sendo uma das mais antigas descobertas do homem, o estudo e uso das plantas cresce no mundo todo e o mercado de fitoterápicos está em plena ascensão. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que é a agência especializada nas questões relativas à saúde no mundo, mostrou que 80% da população mundial utiliza medicamentos obtidos através das plantas como opção para a cura das doenças. E o mais interessante: a OMS entende como saúde um estafo completo de bem-estar psicológico, físico, mental e social.

O fitoterápico não deve ser consumido indiscriminadamente, pois ele também pode apresentar contraindicação.

A fitoterapia é, hoje, uma opção terapêutica reconhecida mundialmente. Cabe ao paciente, juntamente com o seu médico ou nutricionista, escolher qual a melhor forma de tratamento para manter ou recuperar a sua saúde.

Associação entre vitamina B, sistema imune, inflamação e depressão

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Segundo uma pesquisa revisada por pares, recentemente publicada no jornal científico internacional Maturitas, a suplementação de vitaminas do complexo B melhora os sintomas de depressão. Além disso, as vitaminas desempenham um papel na regulação das respostas imunes, e desde que em pacientes com depressão são observadas respostas pró-inflamatórias, foi encontrada uma relação interligada entre a vitamina B, o sistema imune, a inflamação e a depressão.

O complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12) é essencial para o equilíbrio saudável dos sistemas imune e nervoso (produção de neurotransmissores). A sua deficiência tem sido associada a vários distúrbios neurológicos, incluindo depressão, ansiedade, demência e doença de Alzheimer. Há interações intrincadas entre o sistema nervoso e o sistema imune, e está ficando cada vez mais claro que o último tem um papel importante na patogênese dos transtornos da saúde mental.

Uma percentagem considerável da população mundial consome menos do que a dose diária recomendada de vitamina B, sendo que mesmo deficiências marginais podem levar a doenças crônicas. Elas são necessárias para o bom funcionamento do ciclo de metilação, produção de monoamina oxidase, síntese de DNA, reparação e manutenção de fosfolipídios, como a mielina. Quando reduzida, a metilação contribui para condições crônicas, incluindo a doença de Alzheimer, distúrbios do humor e psiquiátrico e condições neurológicas adultas.

A pesquisa de revisão da literatura incluiu estudos randomizados e controlados por placebo, bem como meta-análises, executados entre os anos de 2008 a 2016. Foi analisado 8 tipos de vitamina B:

– Vitamina B1 (tiamina)

– Vitamina B2 (riboflavina)

– Vitamina B3 (niacina)

– Vitamina B5 (ácido pantotênico)

– Vitamina B6 (piridoxina)

– Vitamina B7 (biotina)

– Vitamina B9 (folato)

– Vitamina B12 (cobalamina)

Entre os achados, em particular, as vitaminas B1, B3, B6 e B12 se mostraram essenciais para a função neuronal e suas deficiências se mostraram relacionadas à depressão.

Vários estudos clínicos conduzidos com a suplementação de tiamina (B1), comparados com placebo, encontraram melhoras nos sintomas de depressão. Estudos executados com a suplementação de piridoxina (B6) mostraram resultados de redução de homocisteína nos níveis de sangue plasmáticos – um indicador de desordem de neuropsiquiatria – em pacientes com esquizofrenia. Sobre a niacina (B3), estudos futuros são necessários para solidificar a evidência observada: uma associação de baixos níveis de niacina com a depressão. Já a deficiência de cobalamina (B12) foi frequentemente observada em pacientes com depressão, e a elevação de seus níveis correlacionam-se com melhores resultados de tratamento. Interessantemente, os baixos níveis de cobalamina são concomitantes com sintomas depressivos melancólicos, mas não com sintomas depressivos não melancólicos.

Adicionalmente, os pesquisadores acharam evidência que as vitaminas B são importantes para a regulação das respostas imunes. A via imune (citocinas) tem uma poderosa influência sobre o cérebro, e, em pacientes com depressão, são observadas respostas pró-inflamatórias. “Portanto, existe uma relação interligada entre a vitamina B, o sistema imune, a inflamação e a depressão”, concluíram os pesquisadores.

Referência: Mikkelsen K, et al. The effects of vitamin B on the imune/cytokine network and their involvement in depression. Maturitas. 2017. DOI:10.1016/j.maturitas.2016.11.012

Enzimas digestivas como suplemento

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Uma nova versão da expressão “Você é o que você come” está sendo cada vez mais propagada por especialistas da saúde e nutrição: “Você é o que digere e consegue absorver”. No centro deste conceito está a saúde do sistema digestivo, sendo as enzimas digestivas extremamente importantes para este complexo processo.

Sem uma quantidade adequada de enzimas digestivas, até mesmo as dietas consideradas como extremamente saudáveis podem perder seu valor. Sem uma digestão e absorção correta dos alimentos, os nutrientes não conseguem atuar em suas mais diversas funções. Além disso, com uma quantidade menor destas enzimas, a digestão se prolonga causando a tão conhecida “sensação de peso no estômago”, e com ela uma variedade de problemas de saúde.

Ao nascer, somos dotados de maior potencial para a produção de enzimas, disponibilizando até de certa “reserva”, e, com o passar dos anos, o corpo não mais produz quantidades suficientes de enzimas – consequência do desgaste dos órgãos produtores – provocando assim alguns sintomas como indigestão, aparecimento de alergias e gases.

Segundo as últimas pesquisas, não são somente os idosos que sofrem com a diminuição da produção de enzimas: já após os 20 anos de idade, começa a ocorrer uma queda na produção enzimática, cerca de 10% por década. Assim, no momento em que se completa 50 anos, um terço das enzimas digestivas e suas respectivas funções se foram, trazendo aquela sensação de que “quando mais jovem, eu podia comer de tudo e me sentia bem”.

A necessidade do uso de auxiliares digestivos enzimáticos vem crescendo, estando eles classificados como o vigésimo suplemento nutricional dentre o ranking dos cem mais vendidos, e constituindo cerca de 4% do mercado de suplementos nutricionais nos Estados Unidos, segundo o relatório da Enzyme Technical Association (ETA).

Há muito tempo que os efeitos positivos do uso de enzimas digestivas são constatados na prática popular e clínica, e aqui trazemos esclarecimentos da razão para o seu sucesso.

A dieta adotada por grande parte da população, principalmente a ocidental, consiste basicamente de alimentos ultraprocessados ou cozidos. As enzimas contidas nos alimentos são naturalmente destruídas já que não são termoestáveis, ou seja, o calor e a industrialização as degradam.

Quando o fornecimento de enzimas digestivas através da dieta é pobre, a produção endógena precisa ser maior ainda para atender o processo de digestão dos alimentos. Mas, além da dieta moderna não priorizar os alimentos crus, não mastigamos os alimentos adequadamente (a mastigação adequada funciona como uma “pré-digestão”) e cultivamos o hábito bastante comum e prejudicial de ingerir líquidos durante as refeições. Tal ingestão dilui o suco gástrico, reduzindo a acidez estomacal e, consequentemente, o estímulo ácido que o pâncreas precisa para produzir as enzimas, posteriormente disponibilizando no intestino delgado.

Também, um grande causador de problemas digestivos é o estresse. O efeito da adrenalina (hormônio do estresse) no estômago reduz a produção de ácido clorídrico e, consequentemente, das enzimas digestivas.

O estresse é a reação de luta ou fuga, ativação do sistema nervoso simpático, que é uma atividade oposta à ativação do sistema nervoso parassimpático, o qual relaxa. O estresse crônico acaba causando problemas crônicos digestivos. Para exemplificar, é conhecida a experiência de durante as férias poder-se fazer excessos alimentares e nenhuma dificuldade digestiva ocorrer, mas, durante o estresse do dia a dia, uma pequena transgressão na dieta já pode significar desconfortos e dificuldades digestivas.

PARA QUE SERVEM AS ENZIMAS DIGESTIVAS?

Enzimas digestivas são proteínas especialmente adaptadas para quebrar os alimentos em nutrientes que seu corpo pode então prontamente absorver. O corpo humano produz cerca de 22 enzimas digestivas diferentes, e esta produção vai reduzindo ao longo dos anos.  Quando ingeridas como suplementos, potencializam a digestão e absorção dos nutrientes, eliminando a sensação de “peso” no estômago, gases e desconfortos intestinais.

ALGUNS TIPOS DE ENZIMAS:

• Amilase e amilase bacteriana: enzimas que auxiliam na quebra do amido, transformando-o em maltose e glicose;• Alfa-galactosidase: enzima que auxilia na quebra de carboidratos simples e complexos (oligossacarídeos e polissacarídeos) presentes no brócolis, ervilha, feijão, dentre outros alimentos.• Xilanase: enzima que auxilia na quebra das hemiceluloses, um dos principais componentes das paredes celulares dos vegetais;• Lactase: enzima que auxilia na quebra da lactose (açúcar do leite), transformando-a em glicose e galactose;• Celulase: enzima que auxilia na quebra da fibra insolúvel celulose (componente mais abundante da parede celular dos vegetais);• Pectinase: enzima que auxilia na quebra da pectina, um dos principais componentes da parede celular dos vegetais;• Maltase: enzima que auxilia na quebra da maltose (açúcar dos cereais), transformando-a em glicose;• Lipase: enzima que atua sobre os lipídeos, transformando-os em ácidos graxos e glicerol;• Invertase: enzima que auxilia na quebra da sacarose (açúcar refinado), transformando-a em frutose e glicose;• Hemicelulase: grupo de enzimas capaz de digerir as hemiceluloses (polissacarídeos que juntos com a celulose e a pectina formam a parede celular dos vegetais);• Glicoamilase: enzima que auxilia na quebra do amido, transformando-o em glicose;• Protease: enzima que auxilia na quebra das proteínas;• Protease ácida estável: enzima resistente ao pH ácido que auxilia na quebra das proteínas;• Bromelina: enzima que auxilia na quebra das proteínas.

Fonte: Edição 11 Revista Essentia Pharma

Efeitos da melatonina no organismo!

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A privação do sono no ser humano causa diversas alterações que impactam negativamente a saúde. Não é difícil imaginar as consequências que o conjunto de noites maldormidas pode apresentar no sentido de prejudicar o funcionamento dos sistemas corporais. Dentre as mudanças fisiológicas desencadeadas pela falta de sono, destacam-se a alteração de humor, os transtornos depressivos, o comprometimento da memória, a enxaqueca e as disfunções cardiometabólicas.

A melatonina é uma indolamina, conhecida como hormônio do sono, sintetizada a partir do aminoácido triptofano em diversas partes do corpo. A mais conhecida e documentada é a glândula pineal, sendo a área de produção durante a fase de escuridão. A retina registra os sinais luminosos, que são enviados para o núcleo supraquismático (grupo de neurônios no centro cerebral), que transmitem a resposta para a glândula produtora desse hormônio.

Além do sono, inúmeros estudos científicos apontam a ação da melatonina na eliminação de radicais livres do organismo, com potente capacidade antioxidante. Para os pesquisadores, a melatonina se diferencia entre os outros antioxidantes devido à sua característica anfipática, exercendo, portanto, atividade antioxidante tanto no meio aquoso como lipídico. Assim, essa substância é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, atingindo o cérebro e podendo prevenir doenças neurodegenerativas desencadeadas pelo estresse oxidativo.

Outro efeito promovido pela melatonina é relacionado à sua influência na mucosa intestinal, atuando como protetora contra ulcerações gastrointestinais, estimulante do sistema imunológico e promotora da regeneração epitelial devido ao aumento da microcirculação.

Na área de ginecologia, esse hormônio tem ganhado destaque no grupo de mulheres com problemas de fertilidade, sendo que a baixa qualidade dos ovócitos é um distúrbio incontrolável que leva a prejuízos na gravidez. A maturação dos folículos e ovócitos está associada ao aumento de espécies tóxicas de oxigênio que podem provocar danos a essas células sexuais. Por ser um grande antioxidante, a melatonina é capaz de proteger desses danos oxidativos, o que é comprovado em estudo com participantes inférteis submetidas à fertilização, que receberam 3mg/dia do hormônio a partir do quinto dia da menstruação até o momento da recuperação do ovócito. Assim, obtiveram maior porcentagem de embriões saudáveis quando comparado às pacientes sem a suplementação.

A análise dos níveis de melatonina no atendimento clínico é fundamental devido à infinidade de benefícios à saúde que merecem atenção.

REFERÊNCIAS

CARNEY, D.P.J.; BROWN, J.H.; HENRY, L. A. Executive function in Williams and Down syndromes. Res in Develop Disab., v. 34, n. 1, p. 46-55, jan. 2013.

MAGANHIN, C. C. et al. Efeitos da melatonina no sistema genital feminino: breve revisão. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 54, n. 3, p. 267-271, June. 2008.

RHODES, S. M. et al. Executive neuropsychological functioning in individuals with Williams syndrome. Neuropsych, v. 48, n. 5, p. 1216-26, apr. 2010.

SANTORO, S.; PINATO, L. Sono-vigília, aspectos de memória e melatonina em síndrome de williams-beuren: uma revisão de literatura. Rev. CEFAC. v. 15, n. 6, p. 1980-1989, nov./dez. 201

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Tipos de alimentos que combatem a Fibromialgia

Comer alimentos ricos em magnésio, potássio e ômega 3

No caso de ter fibromialgia é importante fazer uma dieta onde inclua:

Alimentos ricos em magnésio

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Alimentos ricos em potássio

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Alimentos ricos em ômega 3

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  • Alimentos ricos em magnésio: ajudam a relaxar os músculos e melhoram a circulação, como abacate, alcachofra e sementes;
  • Alimentos ricos em potássio:ajudam a evitar a fraqueza muscular e as cãibras, como banana, maça, beterraba e ervilhas;
  • Alimentos ricos em ômega 3: têm ação anti-inflamatória e aliviam os sintomas de dor, como sardinha, salmão e sementes de chia ou nozes e linhaça.

1. Remédio caseiro com erva de São João

O chá de erva de São João possui propriedades relaxantes, diminuindo assim as dores da fibromialgia, sendo por isso outro excelente remédio caseiro para fibromialgia.erva saõ joão

Ingredientes

Modo de Preparo

Colocar os ingredientes em uma panela e levar ao fogo. Quando ferver, desligar o fogo e tampar a panela. Deixar esfriar com a tampa, coar e beber 3 a 5 xícaras por dia.

2. Remédio caseiro com laranja e couve

O remédio caseiro para fibromialgia com couve é rico em cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A B e C, que ajudam a tonificar os músculos, fortalecer os ossos, melhorar a circulação sanguínea, aumentar a energia e desintoxicar o organismo, sendo excelente para diminuir as dores provocadas pela fibromialgia.

suco couve e laranja

Ingredientes

  • 1 copo de suco puro de laranja
  • 2 folhas de couve

Modo de preparo

Bater os ingredientes no liquidificador e tomar a seguir, sem coar. Recomenda-se tomar este suco 2 vezes ao dia, 1 em jejum e outra ao final da tarde.

Pode-se variar o sabor do suco, batendo a couve com outras frutas, como abacaxi, limão ou maçã, por exemplo.

Esvaziamento de carboidratos: a realidade checada

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Uma dieta rica em carboidratos o deixa gordo e atrapalha a sua performance atlética. Parece difícil de acreditar? E é! Ainda assim esta é a premissa de vários livros de dieta atualmente no mercado que banem os carboidratos.

Todos estes livros (Enter the Zone, Protein Power, Healthy for Life) promovem dietas que supostamente têm a chave para ficar magro por toda a vida. Seu tema compartilhado é que a população deve comer uma dieta rica em proteínas ao invés da rica em carboidratos recomendada pela maioria dos profissionais da saúde. Alguns livros até sustentam que uma dieta com muita proteína e pouco carboidrato previne e trata doenças do coração, câncer, diabetes e depressão, e no processo o ajuda a atingir o máximo da performance física e mental.

Mas estes livros provêm um melhor caminho para alimentar-se? Não. Livros com dietas que banem carboidratos declaram que eles são ruins porque elevam o nível de açúcar no sangue e provocam a liberação de insulina – um hormônio supostamente diabólico que o deixa gordo. Insulina, eles dizem, faz com que um alimento rico em carboidratos seja armazenado como gordura ao invés de ser usado como energia. Tal afirmativa precisa ser checada com a realidade.

Realidade Checada 1: Carboidrato e insulina não o deixam gordo.

Insulina não é um hormônio danoso. Ela é essencial para a transferência da glicose (açúcar no sangue) da corrente sangüínea para as células do corpo, onde dá energia para todas atividades. O que importa para o emagrecimento não são os carboidratos e insulina, mas as calorias. Ter uma alta porcentagem de suas calorias de carboidratos não o deixa gordo, porque isso depende somente de quantas calorias você consome em relação a quantas queima.

Prestar atenção às calorias é crítico para o controle de peso. Quando as pessoas são encorajadas a comerem mais carboidratos e menos gorduras, algumas entendem errado a mensagem. Pensam que podem comer a quantidade de alimentos ricos em carboidratos que desejarem, desde que sejam livres de gordura. Conseqüentemente, elas comem muitos alimentos doces com pouca gordura e super porções de amido. Como resultado, não conseguem perder peso e podem sentir que os carboidratos as “traíram”.

Reduzir a gordura na dieta diminui o total de calorias mais do reduzir os carboidratos, já que a gordura provê mais de duas vezes calorias por peso. Em adição, gordura tem mais chance de ser armazenada como gordura corporal do que carboidrato. Porém, uma pessoa que corta calorias de gorduras, mas as adiciona de volta em forma de calorias de carboidratos não vai perder peso. É uma simples questão de equilíbrio de energia que vale para a pessoa seja ela ativa ou não (1).

Realidade Checada 2: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não aumentam a sua habilidade de queimar gordura.

Nenhuma dieta o ajudará a obter melhor acesso às suas reservas de gordura corporal durante o exercício. Carboidrato, e não gordura, é o combustível principal para atividades físicas acima de 70% da capacidade aeróbica, a intensidade na qual a maioria das pessoas treina e compete (2). Gordura só passa a ficar disponível como combustível depois de em torno de 20 minutos de exercício, e a maioria das pessoas não se exercita por tempo suficiente para queimar quantidades significativas de gordura durante a atividade física. Porém, exercício regular pode criar um déficit de calorias que promoverá uma gradual perda de gordura em longo prazo. Ademais, exercícios aeróbicos aumentam os níveis de vários hormônios que promovem maior uso de gordura (3). Desta forma, a melhor maneira de elevar a capacidade do seu corpo de queimar gordura é manter atividades físicas (3).

Realidade Checada 3: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não são a resposta para pessoas que são resistentes à insulina.

Em torno de 10 a 25% dos americanos são resistentes à ação da insulina. Estas pessoas têm maior chance de ter pressão alta, taxa alta de triglicerídeos no sangue (substâncias de gordura), e baixo nível de lipo-proteína de alta densidade (HDL, o bom tipo de colesterol), o que contribui para um aumento no risco de doenças do coração. Os músculos, fígado e células de gordura dessas pessoas são menos sensíveis à ação da insulina — mais provavelmente porque elas têm menos receptores de insulina.

Quando pessoas resistentes à insulina comem carboidratos simples ou complexos, seu pâncreas compensa aumentando dramaticamente a secreção de insulina para manter o nível normal de glicose no sangue. De acordo com os defensores da eliminação de carboidratos, essa supersecreção de insulina provoca o armazenamento de carboidratos como gordura, e desta forma as pessoas resistentes à insulina seriam ajudadas com uma dieta com muita proteína e pouco carboidrato.

Não há boa evidência, entretanto, que resistência à insulina ou altos níveis de insulina no sangue façam as pessoas ficarem gordas. A verdade é que reduzir o excesso de peso a aumentar a atividade física são mais importantes no tratamento da resistência à insulina do que a porcentagem de carboidrato ou gordura na dieta.

Tanto o emagrecimento como o exercício físico elevam a sensibilidade à insulina, e aumentam os resultados de sensibilidade em níveis menores de insulina no sangue (4). Emagrecimento permite às células “reconhecer” a insulina mais facilmente, então menos insulina é necessária. Atividade física regular leva a insulina a encaixar mais facilmente nos receptores das células dos músculos e promove o uso mais eficiente de glicose (4). Exercícios e emagrecimento combinados também têm um benefício adicional: diminuem o risco de doença no coração ao reduzir os triglicerídeos, abaixar a pressão sanguínea e aumentar os níveis de colesterol HDL.

Realidade Checada 4: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não são regimes mágicos — elas somente têm muito pouca caloria.

Você vai emagrecer com essas dietas por causa da severa restrição de calorias, não pelo que supostamente acontece aos níveis de insulina. Você eventualmente irá perder algo mais também: sua performance e bem-estar. Você precisa ingerir calorias suficientes e carboidratos para manter suas reservas de glicogênio nos músculos — o combustível preferido para exercícios físicos. Seguir uma dieta com pouca caloria e pobre em carboidratos apenas o colocará na zona sombria perto da inanição.

Realidade Checada 5: Você precisa de carboidratos para sua melhor performance.

Quando você ingere carboidrato, o organismo transforma a maior parte dele em glicose, a fonte principal de energia para o corpo. A glicose que não é necessária imediatamente é armazenada no fígado e músculos para uso posterior.

Embora comer carboidratos de 30 a 45 minutos antes do exercício aumente os níveis de insulina e diminua a glicose no sangue, esses efeitos são temporários e não irão prejudicar a performance. Na realidade, consumir carboidratos uma hora antes da atividade física pode melhorar a performance (5). Alimentando-se de carboidratos de 3 a 4 horas antes do exercício físico também aumenta a performance ao completar as reservas de glicogênio (6). Consumir carboidratos durante atividades físicas que duram mais de 1 hora ajuda a resistência ao prover glicose aos seus músculos quando eles estão ficando com pouco glicogênio (7,8). Finalmente, ingerir carboidratos logo após várias horas de treino duro aumenta a reserva de glicogênio nos músculos (9). Pessoas fisicamente ativas e atletas requerem carboidratos na dieta para manterem suas reservas de glicogênio nos músculos, o combustível predominante para a maioria dos esportes. Elas ganham peso somente se consumirem mais calorias do que gastam. Quando isso acontecer, elas devem culpar seus garfos, não o carboidrato.

Mantenha a Combinação Correta

Então qual é a conclusão sobre dietas com muita proteína e pouco carboidrato? Elas supostamente o fazem mais magro, mais saudável e um melhor atleta. Porém, o que elas realmente fazem é eliminar o prazer de comer. Quase todos os grupos de profissionais ligados à saúde recomendam uma dieta variando de: 55-60% de calorias de carboidratos, 10-15% de calorias vindas de proteínas, e o restante de gorduras. E variedade à mesa adiciona tempero para uma vida ativa.

Dr. Sérgio Rosa Nutricionista Esportivo

Referências

  1. Entering a high protein twilight zone. Tufts University Diet & Nutrition Letter 1996; 14(3): 4-6
  2. Gollnick PD: Energy metabolism and prolonged exercise, in Lamb DR, Murray R (eds): Perspectives in Exercise Science and Sports Medicine, Vol 1: Prolonged Exercise. Indianapolis, Benchmark Press, 1989, pp 1-36
  3. Coyle EF: Fat metabolism during exercise. Sports Sci Exch 1995;8(6): 1-6
  4. Is pasta now on the ‘out’ list too? Tufts University Diet & Nutrition Letter 1995; 13(3): 4-6
  5. Sherman WM, Peden MC, and Wright PA: Carbohydrate feedings 1 hr before exercise improve cycling performance. Am J Clin Nutr 1991; 54(5): 866-870
  6. Sherman WM, Brodowicz G, Wright DA, et al: Effects of 4 hr preexercise carbohydrate feedings on cycling performance. Med Sci Sports Exer 1989; 12(5): 598-604
  7. Coyle EF, Hagberg JM, Hurley BF, et al: Carbohydrate feeding during prolonged strenuous exercise can delay fatigue. J Appl Physiol 1983;55(1 pt 1):230-235
  8. Coyle EF, Coggan AR, Hemmert WK, et al: Muscle glycogen utilization during prolonged strenuous exercise when fed carbohydrate. J Appl Physiol 1986; 61(1): 165-172
  9. Ivy JL, Katz AL, Cutler CL, et al: Muscle glycogen synthesis after exercise: effect of time of carbohydrate ingestion. J Appl Physiol 1988; 6(4): 1480-1485

 

As vitaminas são essenciais para o bom funcionamento do organismo?

vitaminas

Elas são capazes de evitar e auxiliar na cura de doenças, ajudam na absorção dos demais nutrientes ingeridos na alimentação, regulam as funções do nosso corpo, diminuem o estresse e até melhoram o humor.

As principais fontes naturais de vitaminas são as frutas, verduras e legumes, mas também podem ser encontradas nos alimentos em geral. O ideal é ingeri-las diariamente, independentemente da fonte.

Vitaminas também são encontradas nos multivitamínicos, que fornecem as quantidades específicas e atendem às necessidades fisiológicas individuais.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, as doenças que mais matam os brasileiros são: câncer, ataque cardíaco, obesidade, acidente vascular cerebral e enfermidades ligadas ao sistema respiratório. O curioso é que são justamente essas doenças que mais se beneficiam com a prevenção.

São vários os meios para detectar uma enfermidade, descobrir se você tem tendência a desenvolvê-la e até mesmo preveni-la. Os cientistas estão provando em estudos que a ingestão diária de diferentes vitaminas acima das doses nutricionais podem ser grandes aliadas na prevenção de doenças e na manutenção da saúde. Se a intenção é prevenir uma patologia, pode-se usar um nutriente de forma contínua.

Descobriu-se que um nutriente em doses baixas é uma peça importante na complexa engrenagem do metabolismo, mas que em dose alta passa a ter uma ação bioquímica específica, podendo levar à prevenção de doenças. Os nutracêuticos agem como um remédio, por fornecerem ao organismo os nutrientes em falta. Essa ação nutracêutica dos nutrientes originou a medicina preventiva, nas suas diferentes áreas, ortomolecular, nutrição e nutrologia.

Veja alguns estudos relacionados à prevenção e à cura que esses ingredientes preciosos podem beneficiar nossa saúde:

SUPLEMENTAÇÃO E DOENÇA ALZHEIMER

O cérebro é um órgão metabolicamente ativo que produz altos níveis de radicais livres. Esses radicais livres podem bombardear as membranas celulares dos neurônios causando perda de função prematura. A Doença de Alzheimer se tronou um grande problema de saúde pública no mundo e é a causa mais comum de doenças em idosos. Alzheimer é uma doença degenerativa, ou seja, as células do cérebro as quais chamamos de neurônios vão morrendo de maneira lenta, insidiosa e progressiva. A doença afeta não somente a memória, mas outras funções cognitivas. Com o passar da idade, as chances de ter Alzheimer aumentam. Não há ainda estudos que comprovem que essa patologia é influenciada pela genética.

Dr. Denham Harman propôs que o envelhecimento do cérebro está associado a um desequilíbrio progressivo entre a defesa antioxidante e as espécies pró-oxidantes, que podem ocorrer como resultado de um aumento na produção de radicais livres e a redução na defesa antioxidante. Pesquisas mostram que o estresse oxidativo gera mudanças no cérebro de portadores da Doença de Alzheimer.

Neste contexto, alguns estudos observacionais têm sugerido que a suplementação de antioxidantes, incluindo as vitaminas C e E, ou uma dieta rica nesses nutrientes pode prevenir o estresse oxidativo que possivelmente causa a perda neuronal observada na Doença de Alzheimer, diminuindo assim o risco para a patologia.

Um estudo clínico duplo cego randomizado e controlado avaliou a eficácia da suplementação de um composto a base de EPA/DHA, uridina, colina e micronutrientes em pacientes com Doença de Alzheimer leve. Após 12 semanas de avaliação, o estudo concluiu que os pacientes tiveram melhora na memória. Pesquisas demonstram que a deficiência de alguns nutrientes está, possivelmente, relacionada com a piora da memória, podendo ser a manifestação de uma doença mais séria. Por outro lado, a ingestão desses nutrientes, nas quantidades necessárias, é difícil de alcançar com a dieta regular, sendo necessária sua suplementação.

SUPLEMENTAÇÃO E DOENÇA PARKINSON

A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa caracterizada pela presença de rigidez, tremor e lentidão dos movimentos, sendo um dos distúrbios do movimento mais encontrados na população idosa. Estudos mostraram que o estresse oxidativo, o uso prolongado da droga levodopa no tratamento dessa doença e o aumento da concentração plasmática de homocisteína são agentes que agravam os sintomas. Muitos nutrientes são pesquisados tanto na prevenção como no tratamento da doença, dentre os quais se destacam as vitaminas antioxidantes. Houve recentemente aumento do número de pesquisas sobre a ação dessas vitaminas, atenuando os danos causados ao cérebro nesses pacientes. Os estudos e a literatura científica demonstram informações recentes sobre a influência positiva das vitaminas C, E, B6, B12 e ácido fólico na Doença de Parkinson.

SUPLEMENTAÇÃO E PROBLEMAS CARDIOVASCULARES

Segundo pesquisa japonesa apresentada no Jornal da Associação Americana do Coração, comer mais alimentos que contenham vitaminas B (ácido fólico, B-6) reduz o risco de acidente vascular cerebral e doença cardíaca para as mulheres e pode reduzir o risco de insuficiência cardíaca em homens.

“As pessoas necessitam ingerir uma dieta com mais ácido fólico e vitamina B-6, que pode levar à prevenção de doenças cardíacas”, disse Hiroyasu Iso, MD, professor de saúde pública da Universidade de Osaka.

As conclusões sobre o valor de vitaminas do complexo B são consistentes com estudos na Europa e na América do Norte. Os pesquisadores dividiram os participantes em cinco grupos com base na sua ingestão de ácido fólico, vitaminas B-6 e em vitamina B-12. Comparando-os em relação às suas dietas com mais ou menos de cada um dos nutrientes, foi descoberto que um consumo maior de ácido fólico e vitamina B-6 está associado com um número significativamente menor de mortes por insuficiência cardíaca em homens e um número significativamente menor de mortes por acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e doenças cardiovasculares em mulheres. A ingestão de vitamina B-12 não foi associada à redução de risco de mortalidade.

O ácido fólico e a vitamina B6 podem ajudar a proteger contra doenças cardiovasculares, diminuindo os níveis de homocisteína, disseram os pesquisadores. A homocisteína é um aminoácido do sangue que é afetado pela dieta e por fatores hereditários. O ácido fólico e outras vitaminas do complexo B ajudam a quebrar a homocisteína no organismo.

Não há uma ligação causal direta, mas evidências têm demonstrado que a homocisteína pode danificar o revestimento interno das artérias e promover a formação de coágulos sanguíneos.

Estes são alguns exemplos de como as vitaminas podem ser de grande ajuda na prevenção de algumas doenças. Além de suprir as carências nutricionais com um multivitamínico (ter certeza que não falta nenhum nutriente para o funcionamento adequado do corpo), pode-se usar alguns nutrientes específicos em doses acima das doses nutricionais (se tornando um nutracêutico) para ajudar na prevenção de doenças e melhor qualidade de vida.

Fonte: Revista Essentia Ediçao 5